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17 setembro 2026

A jornada de Priscilla Alcântara rumo à independência artística

Aos 30 anos, Priscilla Alcântara decide mudar os rumos de sua carreira e lança o álbum 'Eco' de forma independente, reconectando-se com sua paixão pela música.

A jornada de Priscilla Alcântara rumo à independência artística

Aos 30 anos, a cantora Priscilla Alcântara está vivendo um dos momentos mais transformadores de sua carreira. Conhecida por seu trabalho no meio gospel ela decidiu tomar as rédeas de sua trajetória profissional e lançar seu novo álbum, “Eco” de forma independente. Este projeto, que levou três anos para ser concluído, marca uma nova fase na vida da artista, que busca reconectar-se com sua paixão pela música.

O álbum “Eco” é composto por dez faixas e traz uma sonoridade marcada pela melancolia e por referências ao pop dos anos 2000. Priscilla explica que a decisão de se tornar independente surgiu da necessidade de recuperar o controle sobre seu tempo e sua criatividade. “Depois de 20 anos de carreira, eu acho que você sente a coragem e a necessidade de experimentar novos espaços, novos jeitos, formas”, afirma a cantora.

Uma nova abordagem para a música

Para Priscilla, a independência representa a liberdade de criar sem as pressões e expectativas da indústria musical. “Eu realmente pude me reconectar com a minha arte, ao ponto de criar algo apenas vindo da minha paixão pela música”, diz. Ela também menciona que a mudança de ritmo de trabalho foi essencial para encontrar um equilíbrio mais saudável. “Ela é um sonho meu, ela é um propósito meu, é uma paixão. Então, existe esse equilíbrio que é muito difícil você ter no meio do furacão, que é essa indústria.”

A cantora buscou recuperar elementos do pop dos anos 2000 um período que considera fundamental para sua formação musical. “Ali o pop era puro drama”, diz Priscilla, ao mencionar o que buscava em suas novas composições. Ela também reivindica estruturas que, segundo ela, foram perdendo espaço no pop contemporâneo, como pontes e grandes performances vocais. “Meu Deus, uma música com ponte, ela é tipo um acontecimento. Vamos voltar a fazer pontes”, brinca.

A influência do gospel e a nova sonoridade

Embora a nova fase se afaste da música gospel gênero com o qual Priscilla é amplamente associada, ela não rompe completamente com esse passado. A influência do gênero permanece, sobretudo na maneira como utiliza a voz. Criada ouvindo R&B e soul além do gospel, a cantora incorporou ao disco camadas vocais e corais, alguns gravados por ela mesma em casa. “Eu não consigo nem dizer se houve um momento velho e um novo. Eu acho que foi uma progressão”, afirma.

A independência também trouxe novos desafios para Priscilla. Além de ser a artista, ela agora precisa atuar como empresária, acompanhando questões burocráticas e operacionais. O desafio, segundo ela, é equilibrar essas duas funções sem deixar que a parte administrativa ocupe o espaço da criação.

Projetos futuros e a volta aos palcos

Esse processo ainda deu origem ao projeto “Ecos Independentes” no qual Priscilla abriu espaço para outros artistas independentes. Em vez de concentrar o marketing apenas em seu lançamento, ela decidiu direcionar atenção a quatro artistas escolhidos por sua curadoria.

Para os próximos meses, Priscilla pretende ampliar o universo do álbum com clipes, live sessions e outras versões das músicas. Ela também não descarta uma edição deluxe. Os shows devem ganhar força em 2027, quando pretende levar o trabalho para a estrada. “Estrada, show, é o que eu amo fazer”, diz a cantora, demonstrando seu entusiasmo pela nova fase de sua carreira.

Rafael Oliveira