A sequência de temporais que atingiu a região metropolitana de Campinas nas últimas semanas deixou o Estádio Moisés Lucarelli com o gramado totalmente alagado. O solo, que já havia sido submetido a uma reforma emergencial iniciada em setembro, acabou absorvendo água em quantidade superior ao previsto, dificultando a recuperação das áreas de jogo. A diretoria da Ponte Preta havia confiado que as intervenções – descompactação, aeração, adubação e cortes técnicos – seriam suficientes para garantir a volta ao Majestoso antes do encerramento da Série B, mas a nova rodada de chuvas comprometeu esse cronograma.
Previsão de novas precipitações e consequências imediatas
Os serviços de meteorologia indicam que o volume de chuva previsto para esta semana ainda pode ser significativo, sugerindo que o campo permaneça encharcado por mais alguns dias. Diante desse cenário, a CBF já autorizou a transferência de partidas que seriam realizadas no estádio. A situação gerou críticas recorrentes de jogadores e da comissão técnica, que apontam a falta de um sistema de drenagem eficiente como causa raiz do problema. Enquanto a equipe de manutenção trabalha na remoção superficial da água, especialistas alertam que a solução definitiva só será alcançada com a reconstrução completa da rede de drenagem.
Calendário alterado: jogos agora em Indaiatuba
Com o gramado indisponível, a Ponte Preta verá seus últimos confrontos como equipe mandante sendo disputados no Estádio Ítalo Mário Limongi casa do Primavera-SP, localizada em Indaiatuba. A primeira mudança já foi confirmada: a partida contra o Atlético-GO válida pela 34ª rodada, acontecerá na sexta-feira, 16 de outubro, às 19h30, em Indaiatuba. Em seguida, o clube solicitou que o duelo contra o Fortaleza pela 35ª rodada, também seja realizado no mesmo estádio, no dia 24 de outubro. Ainda não há definição oficial para o confronto contra o Operário-PR programado para 14 de novembro, mas a tendência aponta para a manutenção no estádio de Indaiatuba.
Um exemplo já registrado
O último jogo que a equipe já realizou fora de Campinas ocorreu no dia 6 de outubro, quando recebeu o Juventude e acabou sendo derrotada por 2 a 0. Essa partida ocorreu no Estádio Ítalo Mário Limongi e registrou apenas 352 torcedores, o menor público da atual Série B. Apesar do resultado negativo, o clube já demonstrou que o local pode servir como alternativa viável caso o gramado do Majestoso não esteja pronto a tempo.
Perspectivas para e obras estruturais
Além das intervenções emergenciais, a diretoria da Ponte Preta tem em planejamento uma reforma abrangente que será executada após o término da temporada. O projeto prevê a substituição total do sistema de drenagem e a implantação de irrigação automatizada tecnologias que visam evitar novos alagamentos e melhorar a uniformidade da grama. Essas melhorias são essenciais para a preparação do clube para as competições de, quando a equipe disputará a Série A2 do Campeonato Paulista e a Série C do Brasileiro.
Enquanto isso, a diretoria acompanha de perto a evolução das obras e mantém contato constante com a CBF para adequar o calendário às necessidades logísticas. A expectativa é que, apesar das adversidades climáticas, a Ponte Preta consiga concluir a Série B de 2026 com o máximo de competitividade, ainda que longe do seu tradicional lar, o Majestoso.



