Na manhã deste domingo o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado reforçou, perante apoiadores na capital goiana, que sua candidatura à Presidência não será abandonada antes da votação do primeiro turno. Em meio a discussões sobre a estratégia de voto útil para a direita, principalmente em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado afirmou que a palavra “desistir” nunca integrou sua trajetória política.
Persistência anunciada e respostas sobre o segundo turno
Quando indagado sobre possíveis alianças no segundo turno o candidato do PSD respondeu que está “pedindo voto para si mesmo”, indicando que ainda não definiu apoio a nenhum concorrente. Essa postura reflete a tentativa de manter a autonomia de sua campanha, enquanto o cenário eleitoral se mostra cada vez mais volátil.
Agenda de campanha em Goiânia e Trindade
Ao longo do sábado, Caiado percorreu diferentes regiões de Goiânia em carreatas, encerrando a visita com uma caminhada em Trindade município que integra a região metropolitana. Nos discursos, destacou três pilares que sustentam sua proposta: agricultura familiarsaúde e segurança pública. Em especial, criticou a ideia de delegar a comando da segurança a um ministro, afirmando que “o presidente precisa assumir”. O objetivo declarado é expandir o modelo de gestão que implementou em Goiás para todo o país.
Cenário eleitoral segundo a última pesquisa Datafolha
A pesquisa mais recente divulgada em 1º de setembro pelo Datafolha mostra Caiado com apenas 3% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno. O mesmo levantamento coloca o presidente Lula (PT) à frente com 42% e Flávio Bolsonaro (PL) com 38%. Outros candidatos aparecem com percentuais menores, como Augusto Cury (Avante) com 4% e Renan Santos (Missão) com 3%.
Além dos números, a pesquisa revelou que 78% dos eleitores já têm decisão final sobre a escolha presidencial, enquanto 19% ainda podem mudar de opinião. Entre os eleitores de Lula, 88% se consideram totalmente decididos; já entre os de Flávio Bolsonaro, o índice é de 85%. Esses indicadores sugerem que a disputa está concentrada nos candidatos de maior expressão, mas a presença de figuras como Caiado mantém viva a possibilidade de reconfigurações nas alianças de segunda rodada.



