A Justiça Eleitoral brasileira depende de milhares de mesários para que as urnas eletrônicas funcionem sem contratempos. Ao mesmo tempo, o e-Título aplicativo oficial lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vem substituindo o antigo documento impresso, oferecendo serviços como consulta de zona de votação e justificativa eleitoral por geolocalização. Ambos os elementos – a presença física dos voluntários e a tecnologia móvel – são peças-chave para garantir a legitimidade das eleições de 2026.
Convocação e atribuições dos mesários
Os nomes dos mesários são extraídos das listas de eleitores do mesmo distrito onde ocorrerá a votação. A responsabilidade de publicar essas listas cabe aos cartórios eleitorais de cada Estado; por isso, quem quiser saber se foi convocado deve entrar em contato diretamente com o cartório ou acessar o portal da Justiça Eleitoral. A convocação tem validade para os dois turnos, caso haja disputa.
Papel do presidente da mesa
O presidente da mesa garante a ordem no recinto, aciona a força pública quando necessário, inicia e encerra a votação, e designa substitutos para mesários que faltarem. Ele também recolhe os materiais ao final do turno e comunica ao juiz eleitoral qualquer ocorrência que exija decisão.
Funções dos demais mesários
Os demais mesários identificam o eleitor, conferem o título no caderno de votação, colham assinatura quando a biometria não reconhece o usuário, entregam o comprovante de votação ou de justificativa e anotam na ata os fatos relevantes do dia. Eles ainda orientam a fila, controlam a entrada de pessoas e verificam o preenchimento correto do formulário de justificativa.
Sanções por ausência ou abandono da seção
Quem for convocado e não apresentar justificativa aceita pode ser multado – o valor varia de acordo com a Justiça Eleitoral de cada Estado. Se a falta gerar prejuízo, como o fechamento de uma seção ou a interrupção do trabalho sem causa, a multa pode ser dobrada. Servidores públicos que descumprirem a obrigação podem ainda ser suspensos por até 15 dias, embora ainda tenham direito a votar.
O aplicativo e-Título: funcionamento e segurança
O e-Título reúne os dados biográficos e biométricos do eleitor em um único ambiente digital. Após baixar o app nas lojas oficiais (Google Play ou App Store), o usuário preenche informações que devem coincidir exatamente com o cadastro da Justiça Eleitoral e passa por perguntas de histórico e, se houver, reconhecimento facial. Quando a validação é concluída, a foto cadastrada aparece na tela, permitindo que o celular funcione como documento de identidade perante a mesa receptora.
Justificativa de ausência via celular
Durante o horário de votação (08h-17h, horário de Brasília), o aplicativo permite enviar justificativa eleitoral usando a geolocalização do aparelho. O sistema compara as coordenadas GPS com o município registrado e gera o pedido instantaneamente, sem necessidade de comparecimento presencial.
Regras de uso no dia da votação
Não há exigência legal para que o eleitor utilize o e-Título o voto continua aceito mediante documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte ou o próprio título em papel). Contudo, o smartphone deve ser desligado ou entregue ao mesário antes de entrar na cabine, conforme proíbe a legislação. Caso ocorram falhas de conexão, a Justiça recomenda que o eleitor já tenha habilitado o app antes do dia da eleição e, se necessário, recorra ao documento físico.



