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1 novembro 2026

Josh Homme rejeita ser só mais uma banda cover do Sabbath

Josh Homme explica por que não quer ser apenas mais um cover do Sabbath.

Josh Homme rejeita ser só mais uma banda cover do Sabbath

Em entrevista recente ao canal de Rick Beato no YouTube, o vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age abriu o coração sobre a relação conflituosa que mantém com o chamado stoner rock. Embora sua carreira tenha começado nos anos 1990 ao lado do Kyuss hoje ele manifesta o desejo de não ser percebido como uma mera extensão do som que moldou o gênero.

Das origens no deserto ao peso da referência

O Kyuss foi, sem dúvidas, um dos alicerces que definiram o desert rock e, por extensão, o stoner rock. A banda participou da explosão sonora que trouxe à cena internacional o peso hipnótico dos riffs graves, inspirado fortemente pelo Black Sabbath. Homme admite que “ama muito o Black Sabbath” e reconhece que o grupo britânico foi a fonte de inspiração para a primeira onda do estilo.

No entanto, ao observar a evolução de outras formações, ele percebeu que muitas delas tendiam a reproduzir fórmulas já conhecidas, resultando em sonoridades que “soam excessivamente parecidas com eles”. Esse raciocínio levou o músico a refletir sobre a necessidade de se afastar de um caminho já trilhado por tantos.

Por que fugir do rótulo: a frase que resumiu a postura

Ao ser questionado sobre sua motivação, Homme sintetizou tudo em uma frase que ficou conhecida entre os fãs: “eu não quero soar como a décima quinta melhor banda cover de Black Sabbath”. A declaração, extraída da transcrição disponível no Ultimate Guitar deixa claro que o artista busca algo além de ser apenas mais um cover de ícones.

Além da frase impactante, o músico revelou que acha “complicado” ser englobado por um gênero comercialmente rotulado. Ele reconhece que as categorias são úteis para o mercado, mas insiste que seu objetivo artístico é “escapar de definições pré-estabelecidas”. Para ele, a pergunta “Qual é o gênero?” deve gerar a resposta “… é complicado”, sinalizando que a música não cabe em caixa fechada.

Essa postura se reflete nas escolhas de produção do Queens of the Stone Age que, apesar de manter raízes no rock pesado, experimenta texturas e arranjos que desafiam a expectativa de um som “stoner” puro. O resultado é um catálogo que agrada tanto os amantes do clássico quanto os que buscam inovação.

O artista procura criar um espaço onde a identidade sonora seja única, sem a sombra constante de um rótulo que, embora reconhecido, pode limitar a criatividade.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.