Ir para o conteúdo
17 setembro 2026

Lídia Cruz quebra recorde das Américas e Brasil domina natação paralímpica

O Brasil começou com o pé direito no Parapan-Pacífico de natação, conquistando quatro medalhas e estabelecendo um novo recorde continental.

Lídia Cruz quebra recorde das Américas e Brasil domina natação paralímpica

A equipe brasileira de natação paralímpica fez história nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, no Parapan-Pacífico, realizado em Walnut, Estados Unidos. Com quatro medalhas conquistadas no primeiro dia de competições, os atletas brasileiros demonstraram excelência e determinação, levando dois ouros e duas pratas para casa.

O evento, que reúne os melhores nadadores paralímpicos do mundo, é uma importante preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles que acontecerão na mesma região. A competição segue até o próximo domingo, 30 de agosto, com provas disputadas no formato multiclasses, onde atletas de diferentes classes competem juntos.

Lídia Cruz quebra recorde continental e garante ouro

A fluminense Lídia Cruz foi uma das grandes destaques da competição. Ela conquistou a medalha de ouro nos 150m medley S4, estabelecendo um novo recorde das Américas com o tempo de 2min56s31. Essa marca superou em quase um segundo o seu próprio recorde anterior, estabelecido nas Paralimpíadas de Paris 2026 quando ela conquistou a medalha de bronze com o tempo de 2min57s16.

“Eu fico muito feliz de saber que o trabalho está dando certo”, comentou Lídia. “O medley é a única prova específica do paralímpico. Tem muita coisa que pode atrapalhar: temperatura da água, temperatura do ambiente. A gente trabalha com isso. Aqui, consegui dar o melhor.”

Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira garantiu a medalha de prata com o tempo de 2min57s33 completando uma dobradinha brasileira no pódio. A norte-americana Leanne Smith ficou com o bronze com o tempo de 3min18s65.

Gabriel Bandeira e Samuel Oliveira também sobem ao pódio

O paulista Gabriel Bandeira também brilhou, conquistando a medalha de ouro nos 200m livre, classes S2-S5 e S14, com o tempo de 1min53s21 e 1008 pontos. “Estou muito feliz. Voltar perto do meu melhor me deixa muito feliz”, afirmou Gabriel.

Nos 50m borboleta das classes S5-S7, o paulista Samuel Oliveira conquistou a medalha de prata com o tempo de 33s68 e 949 pontos. “É uma data especial [meu aniversário]. Daqui para a frente, vou comemorar meu aniversário nas principais competições”, disse Samuel, que celebrou seu aniversário com a conquista.

O Parapan-Pacífico e a preparação para Los Angeles

O Parapan-Pacífico é uma competição disputada desde, aberta a nadadores de países de fora da Europa. Criada conjuntamente por Estados UnidosCanadáAustrália e Japão a competição oferece disputas de alto rendimento em anos sem Mundial ou Jogos Paralímpicos.

O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores, todos medalhistas no último Mundial de Singapura 2026. A equipe brasileira encerrou o Mundial com 39 medalhas, incluindo 13 de ouro 16 de prata e 10 de bronze ficando na sexta colocação do quadro de medalhas.

As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação paralímpica brasileira. Os atletas Lídia CruzPatrícia PereiraGabriel Bandeira e Samuel Oliveira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível que beneficia 141 atletas. Além disso, Lídia Cruz e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.