A Ponte Preta viu mais uma noite de pesadelo na Série B do Brasileiro ao ser batida por Londrina por 6 a 0 na terça-feira. O placar reabre a lista de humilhações que a equipe tem colecionado ao longo de 2026 e reacende o temor de encerrar o ano com 100 gols sofridos.
Estatísticas que revelam a fragilidade defensiva
Em 38 partidas disputadas até o momento, a Macaca concedeu 77 gols, o que equivale a uma média de 2,02 gols por jogo. No campeonato da Série B, a situação se agrava: são 62 gols sofridos em 28 confrontos, uma média de 2,21 por partida. Mantendo esse ritmo nas dez rodadas que restam, a equipe poderá acrescentar mais 22 gols, culminando em 84 no torneio e 99 no total da temporada – falta apenas um para atingir a temida marca dos 100.
Marcos históricos e comparações incomodas
O atual desempenho coloca a Ponte Preta como a pior defesa da competição. Ela se distancia em 14 gols do vice-lanterna América-MG. Além disso, a Macaca registrou as duas maiores goleadas da Série B: a derrota por 6 a 0 contra o Vila Nova em agosto (23ª rodada) e, agora, contra o Londrina. A última vez que a equipe sofreu um revés com essa margem foi em 8 de fevereiro de 1995, quando o XV Piracicaba impôs o mesmo placar no Paulistão.
Crise no campo e fora dele
O ataque também está em colapso: a Ponte não marca há seis confrontos e, desde a paralisação provocada por salários atrasados, disputou quatro partidas sofrendo 12 gols e sem encontrar a rede. Sob o comando de Gilson Kleina o elenco ainda não conquistou um único gol. Na tabela, a equipe está isolada na lanterna, com apenas 10 pontos (11% de aproveitamento) em 22 jogos sem vitória – a maior sequência sem triunfos da história da Série B – e acumula seis derrotas consecutivas.
Risco de rebaixamento e comparativo histórico
Faltam dez rodadas para o encerramento da competição, com 30 pontos ainda em disputa. A Ponte está 21 pontos atrás do Botafogo-SP que tem 31 pontos e ocupa a primeira posição fora da zona de queda. Se perder os próximos dois jogos – contra o CRB e o Botafogo-SP – e se os adversários somarem ao menos três pontos, a Macaca perderá qualquer chance de fugir do Z-4.
Em termos de histórico, a campanha pode se tornar a pior da Série B. O recorde pertence ao Duque de Caxias de 2011, que terminou com 17 pontos em 38 partidas (aproveitamento de 14,9%). Após 28 rodadas, o Duque já somava 12 pontos, dois a mais que a Pontes neste momento.
Impacto financeiro e retrospectiva institucional
Fora dos gramados, a crise financeira tem gerado episódios constrangedores, como atrasos salariais que levaram a uma paralisação dos atletas. Essa situação demonstra como a falta de estrutura administrativa pode refletir diretamente no desempenho esportivo, aprofundando o desalento da torcida.
Os números somam: 22 jogos sem vitória (maior jejum da história da Série B), 62 gols sofridos na competição (pior defesa), 77 gols no ano, apenas três triunfos em 38 compromissos, duas goleadas por 6 a 0 e a pior campanha após 28 partidas (10 pontos contra 12 do Duque de Caxias em 2011). A esperança para passa por reverter esses indicadores e reconquistar a credibilidade junto à sua apaixonada base de torcedores.



