A Movida (código de negociação MOVI3) oficializou, nesta sexta-feira, a conclusão de seu aumento de capital no valor de R$ 152,48 milhões. O processo, iniciado em julho de 2026, chegou ao fim após a subscrição das novas ações ultrapassar o patamar mínimo exigido pelo estatuto da companhia. A operação foi integralmente subscrita, o que indica plena confiança dos acionistas atuais e novos investidores no modelo de negócios da empresa de aluguel de veículos, controlada pelo Grupo Simpar.
Detalhes da emissão de ações
Foram emitidos exatamente 22,929 milhões de ações, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal, ao preço unitário de R$ 6,65. Desse total, R$ 1,00 por ação foi destinado ao capital social perfazendo R$ 22,929 milhões, enquanto os R$ 129,550 milhões restantes foram alocados em reserva de capital. Essa estrutura permite que a empresa aumente seu patrimônio líquido sem diluir excessivamente a participação dos acionistas existentes, pois a maior parte dos recursos vai direto ao reforço do equity.
Impacto no balanço patrimonial
Com a homologação do conselho de administração, o capital social da Movida passou de R$ 2,694 bilhões para R$ 2,717 bilhões, representando um acréscimo de R$ 23 milhões. Paralelamente, o número total de ações ordinárias em circulação subiu de 402,158 milhões para 425,088 milhões. Essa ampliação de base acionária traz maior liquidez para o papel no mercado e coloca a companhia em posição mais sólida para financiar seus projetos de expansão, como a renovação da frota e o desenvolvimento de soluções digitais de mobilidade.
Repercussão para acionistas e mercado
O aumento de capital foi recebido positivamente pelos investidores, que viram na operação um sinal de que o Grupo Simpar está comprometido com a execução da estratégia de crescimento da Movida. Analistas apontam que o reforço do capital social pode facilitar a captação de recursos em futuros mercados de dívida ou até mesmo abrir caminhos para novas aquisições. Além disso, a elevação do patrimônio líquido fortalece os indicadores de solvência da empresa, reduzindo o risco percebido pelos credores.
Em termos de perspectiva financeira, a Movida projeta lucro líquido entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões no terceiro trimestre de 2026, quase o dobro dos R$ 70 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Para o acumulado dos primeiros nove meses, a expectativa é de R$ 400 milhões, um crescimento de 85 % em relação a 2025. Esse panorama otimista, aliado ao recente aumento de capital sinaliza que a companhia está bem posicionada para capitalize oportunidades no mercado de mobilidade urbana.



