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17 setembro 2026

Agressão com arma branca deixa adolescente ferida em Ribeirão Preto

Uma adolescente foi ferida com arma branca em um confronto próximo a uma escola estadual em Ribeirão Preto. A Polícia Civil investiga o caso.

Agressão com arma branca deixa adolescente ferida em Ribeirão Preto

Na tarde de quarta-feira (5), um incidente grave ocorreu no bairro Campos Elíseos, na Zona Norte de Ribeirão Preto. Uma adolescente foi ferida com arma branca durante um confronto próximo à Escola Estadual Dom Alberto José Gonçalves. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil está investigando o caso como lesão corporal, enquanto a Polícia Militar inicialmente registrou a ocorrência como tentativa de homicídio.

A vítima foi levada à UPA 13 de Maio onde recebeu atendimento médico e teve alta. De acordo com o boletim de ocorrência, uma médica informou à PM que a adolescente apresentava cinco ferimentos causados por arma branca no braço esquerdo, alguns deles profundos.

A intervenção da adolescente e as consequências

Em entrevista ao g1, a mãe da adolescente relatou que a filha tentou impedir que uma colega fosse agredida por uma mulher adulta. Segundo o relato, uma adolescente puxou a vítima pelo braço e passou a golpeá-la. A mãe expressou sua preocupação e disse: “Ela não vai voltar para a escola de jeito nenhum, só se eu morrer. Eu não sei quando vou ter a confiança de deixar a minha filha ir para uma escola novamente.”

A mãe contou que recebeu uma ligação da filha pouco depois das 16h e foi imediatamente para a escola. Quando chegou ao local, a adolescente era amparada por colegas. Um vídeo enviado ao g1 mostra o momento depois da agressão, com várias pessoas em frente à escola e colegas próximas à adolescente, prestando ajuda. As imagens não mostram o momento dos golpes.

“Quando eu entrei no carro e vi ela daquele jeito, eu me desesperei. A primeira opção foi ir para a UPA para levar ela.” Segundo a mãe, a adolescente não participava inicialmente da discussão e decidiu intervir ao ver a colega sendo agredida.

“A minha filha tentou puxar a mãe da menina para ela não bater na coleguinha. Foi nisso que a outra menina puxou a minha filha pelo braço.”

Investigações sobre o incidente anterior

A Polícia Civil está apurando se a agressão tem relação com uma confusão ocorrida dois dias antes, também envolvendo estudantes e uma mulher adulta. Em entrevista à CBN, o delegado Haroldo Chaud da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) afirmou que imagens desse episódio anterior foram encaminhadas aos investigadores. Até aquele momento, segundo ele, não havia boletim de ocorrência localizado sobre a primeira confusão.

Chaud disse que a vítima não soube informar o motivo da discussão. “A vítima só sabe que foi na ânsia de tentar defender a amiga, mas ela não sabe por que motivo a amiga estava sendo atacada.”

A participação de uma adulta na confusão

A Polícia Civil também está investigando a possível participação de uma mulher adulta na confusão. Segundo Chaud, caso sejam identificados indícios relacionados a fatos anteriores envolvendo a mulher, parte da apuração pode ser encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher.

“Só com a apuração mais detalhada para a gente chegar a alguma conclusão. Mas o risco de responsabilização, caso haja colaborado para o delito, sempre existe.”

A vítima já prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito. Segundo o delegado, o laudo deve apontar a gravidade das lesões. A Diju também deve ouvir a adolescente apontada como responsável pelos golpes e analisar imagens e depoimentos para esclarecer a dinâmica da agressão.

A resposta da Secretaria Estadual de Educação

A Unidade Regional de Ensino (URE) de Ribeirão Preto informou que a gestão escolar, assim que soube do fato, ocorrido do lado de fora da unidade, acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a URE, uma equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) foi enviada à escola na sexta-feira (7). A unidade informou ainda que um relatório sobre o caso foi inserido na plataforma do Conviva-SP e que um boletim de ocorrência foi formalizado.

A mãe afirma que recebeu orientação para buscar acompanhamento psicológico para a filha e teme que o episódio deixe consequências emocionais. “Foi muito doloroso ver a minha filha naquela situação. O mínimo que eu espero é que façam justiça, para que nenhuma outra criança também sofra pelo mesmo caso que a minha filha passou.”

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.