O Fluminense enfrentou o Botafogo no último sábado, 8 de agosto de 2026, em um jogo que terminou empatado por 1 a 1. O técnico Luis Zubeldía chamou atenção pelas suas escolhas táticas, especialmente no setor ofensivo. A partida, válida pela 22ª rodada do Campeonato brasileiro foi transmitida pelo sportv e Premiere.
O jogo, realizado no Estádio Nilton Santos em Rio de Janeiro mostrou um Fluminense que, apesar de estar na 4ª posição enfrenta desafios significativos. A eliminação na Copa do Brasil para o Vasco na última quarta-feira (5), aumentou a pressão sobre a diretoria e a comissão técnica.
Estratégias de Zubeldía no clássico
Zubeldía manteve Castillo em campo até os minutos finais, mesmo com uma atuação abaixo do esperado. Aos 40 minutos do segundo tempo, o técnico decidiu substituir o centroavante por Hulk buscando aumentar a presença ofensiva do Fluminense.
Segundo Zubeldía, a permanência de Castillo tinha uma função específica dentro da estratégia tricolor. O atacante, descrito como uma referência de área, um 9 poderia ser importante caso o Botafogo pressionasse a saída de bola, obrigando o Fluminense a apostar em lançamentos para o setor ofensivo.
— Castillo é uma referência de área, um 9. Se o Botafogo encaixa bem a pressão alta, precisava sair pelo alto para o ataque, o que aconteceu nos últimos 10 minutos. Minha ideia era manter Castillo o maior tempo possível por isso.
Além de servir como opção para as bolas longas, Castillo também tinha outra função no planejamento do técnico. Zubeldía destacou a presença física do atacante e sua capacidade de disputar bolas pelo alto, característica que poderia ser explorada pelo Fluminense durante o clássico.
Com a entrada de Hulk, a proposta do Fluminense passou a ser diferente. O atacante poderia contribuir para uma construção mais rápida, permitindo que a equipe avançasse pelo chão e chegasse ao setor ofensivo com mais jogadores.
— Para disputar uma bola lá na frente, dividida. Também para ajudar nas bolas paradas. Era funcional para a equipe, independente se bem ou mal na partida. Com Hulk, poderíamos chegar ao último terço com quatro ou cinco passes.
Necessidade de reforços no Fluminense
A eliminação precoce na Copa do Brasil obrigou a diretoria do Fluminense a intensificar a busca por reforços. Até o momento, a equipe anunciou apenas as chegadas de Thiago Silva e Hulk que ainda não conseguiram reverter a situação de instabilidade.
O planejamento da diretoria prevê a chegada de mais um atacante de lado de campo e de um meio-campista para disputar uma vaga de titular. A necessidade de um novo meia surgiu principalmente devido à queda de rendimento de Lucho Acosta e à situação delicada de Paulo Henrique Ganso que está fora dos planos da comissão técnica.
Enquanto Acosta atravessa o seu pior momento desde que desembarcou no clube, Ganso possui vínculo válido somente até o final da temporada. Para a ponta do campo, a cúpula tricolor busca um nome de maior peso e renome.
Paralelamente aos problemas dentro das quatro linhas, o técnico Luis Zubeldía enfrenta um momento de total indefinição quanto à continuidade de seu trabalho. Caso a sequência de resultados negativos se mantenha nos próximos compromissos, a tendência é de que o treinador seja demitido do cargo.
O próximo desafio do Fluminense será contra o Independiente Rivadavia da Argentina, pela Copa Libertadores onde a equipe buscará reverter a má fase e garantir uma vaga nas fases finais do torneio.



