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17 setembro 2026

André Mendonça determina soltura de Virgílio Antônio e outros envolvidos em fraude previdenciária

O ministro André Mendonça do STF determinou a soltura de Virgílio Antônio, ex-procurador do INSS, e outros investigados em esquema de desvio de aposentadorias

André Mendonça determina soltura de Virgílio Antônio e outros envolvidos em fraude previdenciária

Na noite de terça-feira (8), o ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão significativa no caso de desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões. A medida afetou diretamente Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros envolvidos no esquema.

Virgílio Antônio foi preso em novembro do ano passado, durante a Operação Sem Desconto que investiga fraudes nos descontos de contribuições para associações de aposentados e pensionistas. Essas associações, segundo as investigações, funcionavam como instituições de fachada para desviar recursos.

Medidas restritivas substituem a prisão

Em vez de manter a prisão, o ministro determinou o uso de tornozeleira eletrônica para Virgílio Antônio, além de outras restrições. O ex-procurador está proibido de se comunicar com outros investigados ou acessar as dependências do INSS ou da Dataprev empresa pública que administra o banco de dados da autarquia.

No início de agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Virgílio Antônio sob a suspeita de ter recebido R$ 11,9 milhões oriundos de descontos irregulares em aposentadorias. O dinheiro teria sido recebido por meio de sua esposa, a partir de empresas ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Decisão baseada no fim da fase investigativa

Para André Mendonça, com o fim da fase investigativa por parte da PF, não havia mais motivo para manter Virgílio Antônio preso. O ministro escreveu que as novas restrições impostas são suficientes para impedir que o investigado cometa novos crimes.

Sob justificativa similar, Mendonça determinou também a soltura de Samuel Bomfim Júnior contador da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) que também deverá usar tornozeleira eletrônica.

Reviravolta para ex-ministro e ex-secretário

No caso de José Carlos Oliveira ex-ministro da Previdência Social, e de Pedro Corrêa Neto ex-secretário de Inovação do Ministério da Agricultura, o uso de tornozeleira eletrônica foi revogado. Ambos atuaram no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira aparece em relatório da PF como destinatário de R$ 100 mil em propina paga pela Conafer com recursos desviados de aposentadorias do INSS. Em troca, ele teria facilitado os interesses da entidade.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.