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17 setembro 2026

César Ferrario lembra Titina Medeiros no dia que completaria 50 anos

César Ferrario, que interpreta Fortunato Aragão em A Nobreza do Amor, usou as redes sociais para homenagear Titina Medeiros, sua esposa falecida, no que seria seu 50º aniversário.

César Ferrario lembra Titina Medeiros no dia que completaria 50 anos

César Ferrario, conhecido por seu papel como Fortunato Aragão na novela A Nobreza do Amor utilizou seu perfil no Instagram para uma homenagem especial. No dia que marcaria o aniversário de Titina Medeiros sua esposa falecida, o ator compartilhou uma foto e uma mensagem emocionante.

“Hoje é o dia do aniversário de Titina: 01.09. Seria os seus 50 anos. Muito amor, para sempre”, escreveu César na legenda da imagem. A postagem rapidamente ganhou destaque, reunindo mensagens de carinho e apoio de fãs e amigos do casal.

Reações e homenagens

Nos comentários da publicação, diversos amigos famosos do casal expressaram suas homenagens. Sergio Guizé escreveu: “Viva Titina ❤️”, enquanto Emanuelle Araujo desejou: “Viva Titina! Viva essa força da natureza que viverá pra sempre em nossos corações. Todo amor do mundo, Cesinha 🤍🤍🤍🤍🤍🤍”.

Fãs também se manifestaram, enviando mensagens de apoio e saudade. “Celebremos essa mulher incrível. Esse legado de aprendizado e generosidade. Titina todos os dias é e será lembrada”, declarou um seguidor. Outro comentário destacou: “Ti amor infinito… ❤️. Todos os melhores pensamentos, intenções para nossa amada”.

O luto e a continuação da vida

César Ferrario, que começou a gravar A Nobreza do Amor após a morte de Titina em janeiro deste ano, encontrou no trabalho um refúgio e uma forma de honrar a memória da esposa. O ator, que interpreta um delegado de personalidade forte e complexa, compartilhou como o personagem Fortunato se tornou uma parte importante de seu processo de luto.

“Esse trabalho foi uma salvação em todos os aspectos que você pode imaginar”, afirmou César. Ele também destacou a importância de personagens como Fortunato para movimentar uma história e provocar reflexões. “A novela se passa na década de 1920, né? 100 anos atrás! E é impressionante como, nesses 100 anos, essas questões teimam em perdurar na nossa sociedade”, refletiu.

Planos interrompidos e a fé na cura

César revelou que, quando aceitou o convite para a novela, ele e Titina tinham planos de se mudar para o Rio de Janeiro. “Ela tinha muita fé na cura. Até o último instante, ela tinha fé na cura. E o nosso plano inicial era mudarmos todos para o Rio de Janeiro”, recordou. Infelizmente, a realidade mudou esses planos, mas César conseguiu ficar ao lado de Titina até o último instante.

“Eu ainda tive mais duas semanas lá para poder resolver tudo. Ou, pelo menos, boa parte do que era mais urgente. E aí foi quando eu pude vir para cá definitivamente”, contou. Ele também mencionou a coincidência das datas, que considerou uma providência divina.

A presença eterna de Titina

César acredita que a presença de Titina continua viva em seu trabalho. “Eu a levo comigo. Sempre. Em mim, ela será eterna”, declarou. Ele também destacou a importância de Titina como uma voz representativa da cultura nordestina, lembrando que ela ajudou a aproximar o Nordeste de outros públicos pelo país.

“Nós somos, sim, representativos desse trânsito do Nordeste para o Sudeste e vice-versa. É muito interessante a novela se passar no meu Estado. Eu acho isso incrível”, elogiou, referindo-se a Barro Preto a cidade fictícia do interior do Rio Grande do Norte onde a novela é ambientada.

Mantendo o legado de Titina

Além de honrar a memória de Titina, César Ferrario também está comprometido em manter vivo um dos maiores legados dela: o compromisso com a arte popular. Titina era fundadora da Casa de Zoé uma entidade voltada à produção artística e à promoção da cultura.

“Agora é manter a Casa de Zoé no compromisso com a arte popular, com as praças, com o acesso gratuito e com uma linguagem que funcione de forma indistinta para todas as pessoas”, planejou César. Ele também mencionou a existência de um memorial em Acari, no Rio Grande do Norte, que reúne figurinos, objetos pessoais e registros da trajetória de Titina.

“Quando você chega na cidade, você tem a igreja, você tem a casinha dela, e você tem o memorial de Titina Medeiros, que era na escola em que ela estudou. E por trás fica o cemitério onde ela está. Então, assim, isso é muito ela”, contou, emocionado.

César Ferrario, mesmo ainda atravessando o luto, começa a olhar devagarzinho para o mundo. Para ele, falar sobre Titina é uma forma de honrar a história que os dois construíram. “Se sou triste pelo que falta, sou muito feliz pelo que ela me deu”, declarou.

Bruno Costa
Autor

Bruno Costa