Nos últimos 12 meses, os cibercriminosos têm intensificado suas ações contra motoristas brasileiros, criando quase 500 sites falsos que simulam o sistema de pedágio eletrônico Free Flow. Essas páginas fraudulentas tentam enganar os usuários, solicitando o pagamento de tarifas indevidas via PIX.
O sistema Free Flow é um método de cobrança de pedágio sem cancelas, que permite a passagem do veículo sem a necessidade de parar ou reduzir a velocidade. No entanto, essa conveniência tem sido explorada por golpistas que criam páginas que imitam os canais oficiais de cobrança.
Como funciona o golpe do pedágio eletrônico
De acordo com um levantamento realizado pela Kaspersky empresa especializada em segurança digital, os criminosos criam páginas que pedem a placa do veículo e, em seguida, exibem uma suposta passagem pelo pedágio acompanhada de um valor para pagamento. Em muitos casos, a cobrança fica em torno de R$ 25 um valor baixo que pode facilitar a ação dos golpistas por parecer uma tarifa real.
O esquema funciona da seguinte maneira: após o motorista informar a placa do veículo, o site fraudulento apresenta uma cobrança falsa e direciona o usuário para um pagamento via PIX. O dinheiro acaba sendo enviado para contas controladas pelos criminosos, conhecidas como contas de laranja.
Somente em uma semana, foram registrados 80 novos sites fraudulentos. A rapidez com que esses sites são criados demonstra a agilidade dos cibercriminosos em adaptar suas estratégias para enganar os motoristas.
Aplicativo CNH do Brasil como solução
Para combater esse tipo de fraude, o aplicativo CNH do Brasil passou a centralizar a consulta de passagens registradas nos pórticos de Free Flow. Essa nova funcionalidade permite que os motoristas verifiquem onde e como a tarifa deve ser paga, independentemente da concessionária responsável pelo trecho.
Antes da centralização, os motoristas precisavam acessar os canais de atendimento de cada concessionária para consultar e pagar as tarifas. A falta de um sistema centralizado dificultava os pagamentos e abria espaço para golpes com sites falsos.
O estudo da Kaspersky destaca os benefícios de concentrar as informações em um só lugar. No entanto, mesmo com a novidade, ainda são identificados novos sites falsos que simulam cobranças do Free Flow. Os cibercriminosos acompanham os assuntos em destaque no noticiário e nas redes sociais para adaptar rapidamente suas estratégias.
Como se proteger dos golpes de pedágio eletrônico
Para evitar cair nesse tipo de golpe, os especialistas recomendam consultar as cobranças apenas pelos canais oficiais e verificar cuidadosamente o endereço do site antes de informar a placa ou realizar qualquer pagamento.
Além disso, é importante desconfiar de páginas divulgadas por anúncios ou mensagens que pressionem o motorista a pagar imediatamente. Quem utiliza uma tag de pedágio deve conferir a cobrança pelo sistema adotado pela própria operadora, como fatura mensal ou pagamento antecipado.
Outra recomendação é não realizar pagamentos a partir de links recebidos por mensagens ou redes sociais. É essencial conferir o destinatário do PIX, que jamais deve ser emitido para pessoas físicas ou fintechs.
O pesquisador da Kaspersky, Fabio Assolini alerta que os cibercriminosos continuam criando novos endereços eletrônicos simulando a cobrança do pedágio. Por isso, é fundamental ficar atento e seguir as orientações para evitar ser vítima desse tipo de golpe.



