No cenário empresarial brasileiro, uma tendência significativa está surgindo: o aumento dos investimentos em estratégias de influência. Uma pesquisa recente da Nexus revelou que 66% das empresas brasileiras planejam ampliar seus orçamentos para essa área nos próximos três anos. Esse movimento reflete a crescente importância da comunicação digital e da influência online no mundo dos negócios.
As estratégias de influência abrangem uma variedade de táticas, desde parcerias com influenciadores digitais até o monitoramento de redes sociais para identificar tendências. Além disso, inclui o treinamento de CEOs e porta-vozes para melhorar sua comunicação em eventos profissionais e na internet. Essa abordagem holística visa fortalecer a presença digital das empresas e melhorar sua interação com o público.
Principais descobertas da pesquisa
A pesquisa da Nexus ouviu 110 líderes empresariais e gestores de comunicação entre 16 de junho e 4 de agosto. Os resultados mostram que 10% das empresas pretendem aumentar muito seus investimentos, enquanto 56% planejam um aumento moderado. Nenhuma das empresas consultadas afirmou que pretende reduzir seus investimentos no curto prazo, e 33% disseram que devem manter o orçamento atual.
Os diretores de Unidades de Negócio e CEOs são os profissionais mais receptivos a esses investimentos, enquanto os Conselhos de Administração apresentam maior resistência. Entre os principais obstáculos para a aprovação desses recursos estão a dificuldade de mensurar o retorno financeiro direto (44%) e o receio de riscos reputacionais e de perda de controle da narrativa institucional (41%). Além disso, um quarto dos entrevistados prefere os canais tradicionais de comunicação.
Desafios e resistências
Apesar do crescente interesse em estratégias de influência, muitos líderes empresariais ainda enfrentam desafios significativos. Uma pesquisa adicional da Nexus, intitulada “O poder da influência como decisão de negócio”, revelou que 79% dos líderes empresariais enxergam limitações nas métricas atuais para avaliar a reputação dos influenciadores. Essa é uma das razões para a resistência de parte dos executivos em aprovar campanhas protagonizadas por “criadores de conteúdo”.
Os principais fatores de resistência incluem a dificuldade de mensurar o retorno financeiro direto das contratações (44%) e o receio de risco reputacional (41%). O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski destaca que a falta de métricas confiáveis para avaliar a reputação dos influenciadores e o retorno financeiro é um grande obstáculo. “Sem métricas confiáveis que digam quem são esses influenciadores, qual o potencial de risco que eles representam para o negócio e o retorno que eles dão ao caixa da empresa, os grandes líderes acabam avaliando que existe um potencial de crise muito grande na contratação e pouca certeza sobre se ele vale a pena ou não”, afirma Tokarski.
Apenas 14% dos entrevistados responderam que as ferramentas disponíveis hoje para mensurar retorno são suficientes. Os executivos se queixam da falta de qualidade e confiabilidade das métricas (29%). Também são difíceis de medir, segundo as organizações, o alinhamento e a afinidade com a marca (8%), a qualificação e a segmentação do público (8%) e a avaliação de mudança de comportamento e percepção (5%).
Eventos e discussões futuras
Os resultados da pesquisa serão apresentados no Repcom 2026 promovido pela FSB Holding no dia 21 de agosto, em São Paulo. O evento discutirá o papel da influência como ativo de negócio, além das estratégias de marketing e performance digital. Além disso, o REPCOM Influência organizado pela FSB Holding e pela Deck também abordará o tema da reputação e a importância da influência na tomada de decisões empresariais.
Com a participação de especialistas como Diego AlejandroJullia Gouveia e Karina Matias esses eventos prometem ser um espaço importante para discutir as tendências e desafios das estratégias de influência no Brasil.



