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17 setembro 2026

Desaceleração econômica brasileira tem maior impacto que conflitos externos, aponta IBGE

O gerente do IBGE, André Macedo, destaca que a desaceleração econômica brasileira tem um impacto maior na indústria do que fatores externos como tarifas e conflitos.

Desaceleração econômica brasileira tem maior impacto que conflitos externos, aponta IBGE

Em um cenário econômico complexo, a indústria brasileira enfrenta desafios significativos. Enquanto fatores externos como o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos para produtos brasileiros e a guerra no Oriente Médio geram preocupações, um aspecto interno está se mostrando ainda mais impactante: a desaceleração econômica.

André Macedo, gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e responsável pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) destaca que este contexto de desaceleração tem um efeito mais profundo no setor industrial do que os fatores externos combinados.

O peso da desaceleração econômica

De acordo com Macedo, a desaceleração econômica brasileira está exercendo uma pressão considerável sobre a indústria. Este fenômeno é caracterizado por uma redução no ritmo de crescimento econômico, afetando diretamente a demanda por produtos industriais. A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE tem monitorado de perto esses indicadores, revelando uma tendência preocupante.

Em julho, por exemplo, as indústrias extrativas registraram uma queda de 1% puxando o setor industrial para baixo. Este dado é um reflexo claro do impacto da desaceleração econômica, que reduz a atividade em diversos segmentos industriais. A análise do IBGE sugere que, sem uma reversão dessa tendência, o setor pode enfrentar desafios ainda maiores nos próximos meses.

Fatores externos: um desafio adicional

Embora a desaceleração econômica seja o principal fator de preocupação, os fatores externos também desempenham um papel crucial. O aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos para produtos brasileiros tem gerado incertezas e afetado as exportações. Além disso, a guerra no Oriente Médio tem impactado os mercados globais, criando um cenário de instabilidade que se reflete na indústria brasileira.

No entanto, Macedo ressalta que, apesar da importância desses fatores, o impacto da desaceleração econômica é mais imediato e profundo. A redução na demanda interna afeta diretamente a produção industrial, enquanto os fatores externos tendem a ter um efeito mais gradual e indireto.

Perspectivas futuras

Diante desse cenário, a indústria brasileira precisa adotar estratégias para mitigar os efeitos da desaceleração econômica. Investir em inovação e eficiência operacional pode ser uma saída para enfrentar os desafios atuais. Além disso, a colaboração entre o setor público e privado é essencial para criar políticas que estimulem o crescimento econômico e a demanda por produtos industriais.

O IBGE continuará monitorando de perto a situação, fornecendo dados e análises que podem orientar as decisões dos agentes econômicos. A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) será uma ferramenta crucial nesse processo, oferecendo insights valiosos sobre a evolução do setor industrial.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.