Nos períodos de chuva ou céu encoberto, a tarefa de secagem de roupas costuma se transformar em um verdadeiro teste de paciência. A umidade elevada e a falta de sol dificultam a evaporação da água, fazendo com que peças fiquem úmidas por longas horas, gerando mau cheiro e até risco de mofo.
Felizmente, especialistas apontam que pequenas mudanças de rotina podem reduzir drasticamente esse tempo. O professor Brenno Henrique do departamento de engenharia têxtil da UFSC, e a equipe da Omo Lavanderia reuniram um conjunto de práticas que funcionam tanto em varais externos quanto internos, sem a necessidade de equipamentos caros.
Escolher o melhor momento e preparar a lavagem
Segundo Brenno Henrique, “Busque lavar as roupas em dias menos nublados, com mais vento, com mais sol, mesmo no frio“. Essa orientação parte do princípio de que a umidade do ar e a ventilação são os principais fatores que regulam a velocidade de secagem. Assim, sempre que possível, programe a máquina para dias em que o céu esteja mais claro e haja brisa, mesmo que a temperatura seja baixa.
Além da escolha do dia, a quantidade de peças colocada no tambor também interfere. Lavagens menores permitem que a centrifugação extraia mais água, reduzindo a carga úmida que chega ao varal. Quando o varal está mais vazio, o ar circula livremente, como ressalta a Omo Lavanderia: “Com o varal mais vazio, o ar circula mais facilmente e as roupas secam mais rapidamente“.
Maximizando a eficiência do varal
Varal externo: organização e exposição
Se o seu ambiente possui um espaço ao ar livre, evite estender roupas em dias de chuva, mesmo que o local seja coberto. Priorize pendurar cada peça de forma que fique totalmente aberta; roupas dobradas demoram para secar. A Omo recomenda o uso de cabides em vez de pregadores e a manutenção de um espaço mínimo de um palmo fechado entre eles. Essa prática aumenta a superfície exposta ao vento e ao sol.
Varal interno ou de chão: auxílio mecânico
Quando o varal fica dentro de casa, a circulação de ar pode ser limitada. Nesses casos, Brenno Henrique sugere o uso de um ventilador: “Coloque o ventilador voltado para as roupas e deixe ligado por um tempo, de forma que o ar circule bem entre as peças“. O movimento do ar acelera a evaporação sem necessidade de aquecimento extra.
Em ambientes frios e úmidos, especialmente em apartamentos pequenos, o desumidificador torna-se aliado valioso. O professor explica que “Quando está frio e úmido, e o apartamento é muito pequeno para ventilação, o desumidificador retira a umidade do ar e ajuda a secar as roupas“.
É importante lembrar que alguns recursos são perigosos: nunca se tente secar roupas com ferro de passar, micro-ondas, lareiras ou colocando-as próximo a aparelhos que geram calor intenso. O algodão, por exemplo, é altamente inflamável e pode pegar fogo facilmente.
Vale a pena investir em uma máquina lava e seca?
Para quem vive em apartamentos reduzidos ou enfrenta sequências longas de dias chuvosos, a lava e seca pode ser a solução. Brenno Henrique destaca a principal vantagem: “A vantagem é que são muito práticas, rápidas e eficientes em secar a roupa em qualquer condição de tempo“. Esse tipo de equipamento funciona bem com tecidos mais pesados, como toalhas, lençóis, tapetes e toalhas de mesa que costumam ser mais difíceis de secar ao ar livre.
No entanto, peças delicadas como malhas, lã e seda podem sofrer esticamento, encolhimento ou deformação quando submetidas ao ciclo de secagem. Além disso, a capacidade de secagem costuma ser menor que a de lavagem, o que significa que nem todas as roupas podem ser processadas simultaneamente. O preço também é um ponto a considerar: em setembro, os modelos disponíveis na internet começavam em R$ 3.000.



