Entre os dias 12 e 15 de setembro de 2026, a consultoria Quaist em parceria com a empresa Pax aplicou entrevistas presenciais a 2.004 brasileiros a partir de 16 anos. A margem de erro do levantamento ficou em 2 pontos percentuais com nível de confiança de 95%. O objetivo foi mapear a percepção coletiva sobre segurança pública e avaliar a receptividade a inteligência artificial (IA) como ferramenta de combate ao crime.
Como a população vê a evolução da violência
Um expressivo 70% dos participantes respondeu que a violência “aumentou muito” nos últimos dois anos, enquanto 9% acredita que o aumento foi “um pouco” e 15% considera que a situação se manteve “igual”. Apenas 5% percebeu alguma queda – sendo 4% de quem acha que diminuiu “um pouco” e 1% que diminuiu “muito”. Um percentual marginal de 1% não soube responder. Entre as mulheres, 76% apontou forte aumento, contra 63% dos homens; já a avaliação de queda foi maior entre os homens (8%) do que entre as mulheres (4%).
Aceitação da inteligência artificial nas políticas de segurança
Quando questionados sobre a adoção de IA no combate ao crime, 60% dos entrevistados se declararam “totalmente favoráveis“, enquanto apenas 5% se mostraram “totalmente contrários“. No total, 86% dão apoio ao uso de IA na segurança pública, e 9% manifestam posição contrária. O apoio se eleva ainda mais quando a tecnologia é apresentada em contextos concretos: 97% aprova o uso de câmeras equipadas com IA para localizar pessoas desaparecidas; 96% endossa a identificação de veículos roubados ou usados em delitos e a busca por foragidos da justiça.
Aplicações práticas das câmeras inteligentes
Os números permanecem acima de 90% em todas as situações testadas. O maior índice, 96% aparece para o patrulhamento preventivo e a redução de crimes violentos, seguido por 95% que acreditam que a tecnologia pode ajudar na recuperação de bens roubados (veículos, celulares) e na busca por desaparecidos. A identificação e abordagem de suspeitos, bem como o combate ao feminicídio, recebem 94% de aprovação. Já a investigação e esclarecimento de crimes, bem como a rapidez no atendimento policial, contam com 93% de apoio.
O que a população considera o maior problema do país
Ao ser questionada sobre o principal desafio nacional, 28% dos entrevistados apontou violência como a questão mais grave, seguida por 22% que destacaram corrupção e 19% que citaram economia. Outros temas citados foram saúde (15%), desemprego (5%), educação (5%) e infraestrutura (1%). A pesquisa ainda revelou que 93% acreditam que melhorar a educação e ampliar oportunidades para os jovens seria tão eficaz quanto o uso de câmeras de IA integradas ao policiamento.
Guilherme Russo diretor de Inteligência em Opinião da Quaist, comentou: “A pesquisa confirma a preocupação atual dos brasileiros com a segurança pública, ressalta a busca por soluções, e demonstra a abertura dos brasileiros ao uso de tecnologia na segurança.” Por sua vez, David Peixoto cofundador e CEO da Pax, ressaltou que “segurança pública é um problema complexo, que não se resolve de forma isolada. A tecnologia contribui quando potencializa a ação policial, tornando o trabalho mais rápido, preciso e efetivo.”


