A Petrobras enfrentou uma redução nas exportações de petróleo para a China no segundo trimestre de 2026, mas a diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano anunciou que a situação deve se normalizar em breve.
Em uma teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, Laureano afirmou que as exportações devem retornar aos níveis habituais nos próximos meses. “Nós acreditamos que isso já esteja se retornando à condição normal e a gente acredita que nos próximos meses as compras da China devem aumentar”, declarou.
Fatores que contribuíram para a queda
A redução das compras chinesas foi impulsionada por uma combinação de fatores. A China diminuiu o processamento de petróleo em suas refinarias, restringiu as exportações de derivados e enfrentou uma retração da demanda interna por combustíveis. Com menor necessidade de processamento, o país reduziu as importações de petróleo e passou a consumir parte de seus estoques comerciais.
Os dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega chinesa mostram que as importações chinesas de petróleo bruto recuaram 41,3% em junho de 2026 em comparação com o mesmo mês de 2026, atingindo 29,3 milhões de toneladas — o menor volume mensal desde outubro de 2016. Além disso, o preço médio do barril importado pelo país subiu 55%, para US$ 105,40.
Impacto nas exportações totais da Petrobras
Apesar da retração nas vendas para a China, as exportações totais de petróleo da Petrobras cresceram 12,2% no trimestre, alcançando 996 mil barris por dia. A estatal compensou a redução com o aumento dos embarques para mercados como ÍndiaEuropa e outros países da Ásia.
A Petrobras havia relacionado o movimento à tentativa da China de se proteger da alta das cotações internacionais, impulsionada pela guerra no Irã e pelas restrições no estreito de Ormuz. No entanto, a avaliação da empresa é que esse movimento temporário está sendo revertido e que a demanda chinesa deve se recuperar nos próximos meses.
Perspectivas para o mercado asiático
A diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano destacou que a queda nas exportações não atingiu apenas a Petrobras, mas também outros fornecedores de petróleo para a China. A redução das compras resultou de uma combinação de fatores, incluindo a diminuição do processamento de petróleo em refinarias chinesas e a retração da demanda interna por combustíveis.
Com a menor necessidade de processamento, a China reduziu suas importações de petróleo e passou a consumir parte de seus estoques comerciais. A Petrobras acredita que esse movimento temporário está sendo revertido e que a demanda chinesa deve se recuperar nos próximos meses.
Enquanto isso, a Petrobras continua a diversificar seus mercados de exportação, aumentando os embarques para a ÍndiaEuropa e outros países da Ásia garantindo assim a estabilidade de suas exportações totais de petróleo.



