O cinema brasileiro está em festa. O filme London dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli conquistou o prestigiado prêmio Queer Lion na 83ª edição do Festival de Veneza. Produzido pelas empresas Proa & Popa Produções e Balde de Tinta o longa-metragem foi exibido na Semana da Crítica e recebeu elogios da crítica internacional.
O prêmio Queer Lion é concedido anualmente ao melhor filme com temática LGBTQIA+ apresentado no festival. Em 2026, o júri decidiu dividir o prêmio entre London e o filme britânico Queer Edward II dirigido por Theo Rollason.
Uma história de libertação e identidade
London conta a história de um jovem com deficiência que trabalha em um estabelecimento fetichista em Porto Alegre. Interpretado por Victor Di Marco o protagonista descobre a origem de sua deficiência através de um exame médico e se vê diante de um dilema: seguir o diagnóstico ou perseguir seus sonhos.
A trama explora temas como libertaçãoidentidade e sexualidade oferecendo uma narrativa intensa e original. A Sociedade Internacional de Cinéfilos descreveu o filme como um primeiro longa-metragem inteligente e bem-sucedido.
Desafios e conquistas
A produção de London não foi fácil. Os diretores enfrentaram diversos desafios, incluindo uma enchente catastrófica às vésperas das filmagens e materiais danificados. Apesar das dificuldades, a equipe conseguiu superar os obstáculos e levar o filme ao Festival de Veneza.
Para Victor Di Marco o prêmio representa mais do que um reconhecimento artístico. É uma afirmação de presença e resistência: “Nós sempre estivemos aqui, e não queremos mais pedir licença”.
Repercussão internacional
A vitória de London no Queer Lion não apenas expande os horizontes do cinema nacional, mas também amplia a forma como a deficiência a sexualidade e a criatividade são percebidas. O filme ainda não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros, mas já está gerando grande expectativa.
A Retrato Filmes será responsável pela distribuição do filme no Brasil, prometendo levar essa história poderosa ao público brasileiro.
Além de London o Festival de Veneza 2026 também premiou o documentário colombiano El fin de los tiempos dirigido por Bibiana Rojas Gómez e Juan David Cárdenas. O filme recebeu o prêmio de Melhor Contribuição Técnica e uma menção especial do Grande Prêmio Iwonderfull.
Dirigido por Bibiana Rojas Gómez e Juan David Cárdenas o documentário combina material de arquivo com imagens geradas por inteligência artificial para criar futuras alternativas. Beatrice Fiorentino delegada-geral da seção, afirmou que o filme transcende os gêneros para se tornar tanto uma reflexão teórica sobre a imagem quanto um discurso político sobre o imperialismo.



