Em um movimento inesperado que pode redefinir a agenda tecnológica dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump divulgou, no domingo (4), a criação da Super Intelligence Force (SIF). A força-tarefa tem por objetivo coordenar todas as iniciativas governamentais relacionadas ao desenvolvimento da inteligência artificial substituindo o termo “IA” por “superinteligência” nas comunicações oficiais. Liderada pelo diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton que deverá assumir também a posição de “czar da IA”, a SIF será o braço central de uma política que pretende garantir que a América continue à frente da corrida global por tecnologias avançadas.
A Força da Superinteligência e a nomeação de um czar da IA
Durante a publicação no Truth Social Trump ressaltou que o Histórico Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência contou com a presença dos líderes das maiores empresas de IA do país, reforçando a responsabilidade desses atores diante da população americana. A designação de Jay Clayton, ex-presidente da SEC, como czar da IA indica uma tentativa de centralizar a estratégia e alinhar os interesses do setor privado com a segurança nacional. Segundo o presidente, a SIF trabalhará em estreita colaboração com órgãos federais para “garantir que a América continue liderando o mundo em superinteligência”.
Pacto voluntário de segurança com CEOs e as críticas da comunidade
Na mesma semana, Trump participou de um encontro na Casa Branca com os CEOs de OpenAI, Anthropic, Google, Meta e Nvidia. O resultado foi a assinatura de um acordo voluntário que obriga as empresas a submeterem seus sistemas a auditores independentes e a adotarem “controles internos robustos”. Embora Trump tenha descrito o pacto como “quase uma constituição”, críticos como o ex-funcionário de segurança da OpenAI, David Robinson, alertam que as empresas ainda não são cuidadosas o suficiente. Robinson escreveu que “o tempo de tentativa e erro acabou”, defendendo maior participação de especialistas em segurança antes de avançar para modelos ainda mais poderosos.
Outras frentes: leitura cerebral da IA e corrida nuclear lunar
Enquanto a política de IA ganha destaque, pesquisas paralelas apontam para inovações controversas. Um time do Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST) em parceria com a Microsoft Research Asia desenvolveu a chamada Neural Value Alignment (NVA) uma interface cérebro-computador que usa sinais de eletroencefalografia (EEG) para identificar, em tempo real, quando a IA entende erroneamente a intenção do usuário. Essa tecnologia poderia permitir que sistemas de IA sinalizem “isso não era o que eu quis dizer” sem que o usuário precise corrigir explicitamente. Em outro espectro, a NASA e uma parceria entre Rússia e China competem para instalar reatores nucleares na Lua, com metas de lançamento para 2030 e 2036, respectivamente. Cientistas como Edwin Lyman alertam que a combinação de energia nuclear e corrida espacial pode gerar riscos ainda pouco compreendidos.
Os desdobramentos recentes mostram um cenário em que políticas governamentais, acordos do setor privado e avanços científicos se entrelaçam de forma intensa. O futuro da inteligência artificial nos EUA dependerá não apenas da eficácia da Super Intelligence Force, mas também da disposição das empresas em adotar práticas mais rigorosas de segurança e da capacidade da comunidade internacional de gerenciar os riscos associados a tecnologias emergentes.



