Na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, o Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis proferiu sentença contra Zilma Rodrigues da Silva condenando-a a 12 anos de prisão em regime fechado. O caso ganhou destaque na região norte do Tocantins após a violência ter ocorrido dentro de uma residência familiar, envolvendo o próprio cunhado da ré.
Crime e circunstâncias
O homicídio se deu na madrugada de 30 de janeiro, quando uma festa terminava e disputas entre cônjuges se intensificaram. Ariclenes Souza Brito que morava com a irmã da acusada, foi surpreendido enquanto dormia e recebeu múltiplas facadas que o levaram à morte no local. Segundo o processo, a agressão aconteceu depois de um intenso desentendimento que começou na noite anterior, revelando um clima de hostilidade que ultrapassou o limite da convivência familiar.
Julgamento e decisões do júri
Durante o julgamento, os jurados reconheceram unanimemente a autoria de Zilma Rodrigues da Silva e aceitaram a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, configurando homicídio qualificado. Contudo, o motivo fútil alegado pela acusação foi descartado pelos conselheiros, que consideraram que não havia prova suficiente para sustentar essa tese. O juiz Helder Carvalho Lisboa recebeu o parecer dos jurados e, ao analisar as circunstâncias, fixou a pena em doze anos de reclusão.
Sentença e medidas adicionais
Além da pena principal, o magistrado manteve a prisão preventiva, negando à ré o direito de recorrer em liberdade. O fundamento foi o descumprimento anterior de regras de prisão domiciliar, quando a condenada viajou sem autorização. A decisão também destacou que Zilma Rodrigues da Silva possui outra condenação por homicídio na comarca de Colinas do Tocantins, reforçando a necessidade de custódia rigorosa. Como parte da reparação, foi imposta à acusada a obrigação de pagar R$ 20 mil a título de indenização por danos morais à família da vítima. A sentença ainda abre espaço para recurso, que deverá ser protocolado nos próximos dias.
O caso segue sob acompanhamento da Defensoria Pública responsável pela defesa da acusada, que ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão. Enquanto isso, a comunidade de Tocantinópolis acompanha o desdobramento de um processo que trouxe à tona discussões sobre violência doméstica, responsabilidade penal e eficácia das medidas cautelares.



