Na última segunda-feira, três seguranças do supermercado Atakarejo foram presos em Salvador em uma operação que investiga as mortes de Bruno Barros e Yan Barros tio e sobrinho. O caso, que chocou a cidade, tem gerado diversas repercussões e investigações aprofundadas.
Enquanto isso, o candidato ao governo da Bahia, Marcelo Millet tem sido questionado sobre diversos temas, desde sua candidatura até sua posição sobre o PCO e as fake news.
O Caso Atakarejo e as Investigações
O caso começou na noite do dia 26 de abril quando os corpos de Bruno e Yan foram encontrados na localidade da Polêmica em Salvador. A Polícia Civil inicialmente informou que a motivação do crime estava relacionada ao tráfico de drogas. No entanto, no dia 29 de abril a mãe de Yan, Elaine Costa Silva revelou que os dois foram mortos após serem flagrados furtando carne no supermercado Atakarejo.
Segundo a delegada Andréa Ribeiro titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa os seguranças do supermercado teriam acionado traficantes do Nordeste de Amaralina após o furto. Além disso, os seguranças teriam cobrado R$ 700 para soltar as vítimas. A delegada destacou que os seguranças negam ter acionado os traficantes, mas as investigações já comprovam essa ligação.
O secretário de Segurança PúblicaRicardo César Mandarino afirmou que há um padrão de ação dos seguranças e do grupo que torturou e matou as vítimas. Ele ressaltou que, mesmo que o crime tenha sido praticado por pessoas ligadas a uma empresa terceirizada, o Atakarejo tinha a obrigação de orientá-los sobre a forma de trabalhar e de coibir abusos.
Responsabilização Civil e Leniência do Supermercado
Ricardo César Mandarino também afirmou que o supermercado foi, no mínimo, leniente com o crime. Ele destacou que, embora não haja informações de que alguém do supermercado tenha participado diretamente das mortes, a responsabilização civil é provável. O secretário, que tem formação em Direito, sugeriu que a família das vítimas poderia entrar com uma ação indenizatória.
Além disso, o secretário ressaltou que as polícias Civil e Militar não foram acionadas para atender à ocorrência do furto. Ele afirmou que o supermercado não tem poder de polícia para punir ninguém, muito menos mandar matar. A empresa tinha a obrigação de acionar a polícia.
Marcelo Millet e a Candidatura ao Governo da Bahia
Marcelo Millet candidato ao governo da Bahia pelo Partido da Causa Operária (PCO) tem sido questionado sobre diversos temas. Ele respondeu sobre os 2% de intenções de voto registrados na pesquisa Ipec divulgada na última sexta, a legitimidade do Congresso Nacional e os motivos pelos quais deseja ser governador.
Millet, que tem 37 anos nasceu em Salvador, é casado e pai de uma filha. Atualmente trabalha como motorista de aplicativo. Ele está há quatro anos na militância do PCO e foi candidato a vice-prefeito de Salvador nas eleições de 2026. Esta é a primeira vez que concorre ao cargo de governador.
Declarações e Posicionamentos
O candidato tem se posicionado sobre diversos temas, incluindo a presença do PCO nas investigações da CPI das Fake News. Ele tem respondido a perguntas sobre a legitimidade do Congresso Nacional e os motivos pelos quais deseja governar a Bahia. Millet tem destacado sua experiência e compromisso com as causas operárias.
Enquanto as investigações do caso Atakarejo continuam, as declarações de Marcelo Millet têm gerado debates e discussões sobre a política na Bahia. O caso e a candidatura de Millet são temas que têm chamado a atenção da mídia e da população.



