A cidade de Porangatu, em Goiás, está em luto após a trágica perda de Adriana Inácio Silva, uma gestante de 43 anos, e seus dois gêmeos. O caso, que chocou a comunidade local, envolve uma série de complicações de saúde e questionamentos sobre o atendimento médico recebido.
Adriana, que estava grávida de gêmeos, procurou atendimento no Hospital Municipal de Porangatu após apresentar sintomas como dores e enjoos. Inicialmente, recebeu medicação e foi liberada, mas retornou à unidade de saúde na terça-feira (8/9) relatando que não sentia os movimentos dos bebês.
O atendimento e a cesariana de emergência
Após o retorno ao hospital, Adriana foi encaminhada ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) onde chegou em estado grave. Lá, foi submetida a uma cesariana de emergência. Um dos bebês foi retirado sem vida, enquanto o segundo nasceu com vida, mas precisou ser internado na UTI neonatal.
A mãe também foi encaminhada à UTI após o procedimento, mas não resistiu e faleceu na quinta-feira (10/9). A família suspeita que as complicações tenham sido causadas por pré-eclâmpsia e síndrome de HELLP condições graves que podem ocorrer durante a gestação e envolvem alterações na pressão arterial, no fígado, nas plaquetas e na coagulação.
Investigações em curso
A Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu informou que instaurou uma sindicância administrativa para apurar as circunstâncias do atendimento prestado à gestante no Hospital Municipal. O órgão solicitou à organização responsável pela gestão da unidade, o Instituto Alcance documentos, registros médicos e esclarecimentos sobre o caso.
A apuração deverá verificar a conduta adotada durante os atendimentos e se houve eventual falha na assistência. A morte de Adriana e dos dois bebês também é acompanhada pela Polícia Civil que investiga as circunstâncias do caso. Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual responsabilidade criminal.
O sepultamento e o luto da família
O corpo de Adriana foi enterrado na sexta-feira (11/9) no Cemitério Espírito Santo em Porangatu. A família, em especial a filha Jéssica Karolayne, tem buscado respostas sobre o que ocorreu e como as complicações poderiam ter sido evitadas.
O caso tem gerado comoção e debates sobre a qualidade do atendimento médico em Porangatu. A comunidade espera que as investigações tragam esclarecimentos e possam evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.



