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25 setembro 2026

Onimusha volta ao centro de Kyoto com Musashi e criaturas infernais

Onimusha: Way of the Sword reaparece em 2026 com Musashi Miyamoto, visual de Toshiro Mifune e duelos intensos contra demônios que invadem Kyoto no século XVII.

Onimusha volta ao centro de Kyoto com Musashi e criaturas infernais

A Capcom trouxe de volta, em 2026, a série que havia ficado adormecida desde o início dos anos 2000. Onimusha: Way of the Sword chega como um título de ação ambientado na Kyoto do século XVII, quando a cidade foi tomada por criaturas infernais conhecidas como genma. O jogo combina visual exuberante, mecânicas refinadas e um tom provocador que lembra os animes de época.

Um retorno imponente da franquia Onimusha

Depois de longos anos de apenas remasterizações, a Capcom decidiu reviver a franquia com um projeto que mistura tradição e inovação. Os desenvolvedores adotaram um estilo soulslike exigindo reflexos precisos e estudo dos padrões de ataque dos inimigos. Cada confronto pode ultrapassar mais de dez minutos exigindo paciência e estratégia. A trama coloca o lendário espadachim Miyamoto Musashi no centro da ação, mas com um toque inusitado: seu rosto foi modelado a partir da imagem icônica do ator Toshiro Mifune falecido em 1997. A negociação com a Mifune Productions durou cerca de dois anos e foi concluída em.

Enredo e personagens históricos

Em Onimusha: Way of the Sword Kyoto, então capital do Japão, é invadida pelos genma criaturas bizarras que escaparam do inferno. Eles trafegam entre onis e humanos, liderados pelo general Minamoto no Yoshitsune que sobrevive à morte e continua a planejar sua dominação. Musashi, ao ser morto por um genma, recebe relutantemente a Manopla Oni um artefato que lhe concede poderes demoníacos e a capacidade de absorver almas inimigas para melhorar atributos. O antagonista principal da história é Shuten Doji o grande senhor Genma das montanhas de Oe, enquanto o rival histórico Sasaki Ganryu — conhecido como Kojiro — possui sua própria Manopla Oni e desafia Musashi em duelos recorrentes.

Jogabilidade e desafios

A experiência alterna entre áreas lineares, onde o ritmo é frenético e os chefões exigem mais de dez minutos de combate, e zonas abertas que, apesar de menos reativas, oferecem exploração visual da Kyoto do período Edo. O combo entre ataques, bloqueios e esquivas é essencial; os jogadores precisam observar atentamente os padrões de movimento dos inimigos para prosperar. A Manopla Oni permite ataques mágicos e a absorção de almas, um mecanismo que evolui à medida que Musashi coleta energia para libertar-se da maldição. O jogo inclui duas trilhas de voz — japonês e inglês — e 14 opções de legenda, embora a preferência da comunidade se incline para o áudio original japonês.

Embora a narrativa apresente alguns excessos típicos de produções de grande orçamento — como missões secundárias superficiais e um mundo que não incentiva a curiosidade — o título compensa com duelos memoráveis e uma personalidade inesperada para Musashi. Os fãs podem ignorar os elementos menos envolventes e focar nas batalhas intensas, que testam a destreza dos controles afiados e o carisma de um protagonista que, apesar de seu humor irreverente, demonstra um coração bruto e bondoso.

Bruno Costa
Autor

Bruno Costa