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17 setembro 2026

Os 25 álbuns favoritos de Mac Miller e sua influência na música

Mac Miller compartilhou em 2013 seus 25 álbuns favoritos, uma lista que reflete sua paixão por diversos gêneros e artistas, desde Bob Dylan até 50 Cent

Os 25 álbuns favoritos de Mac Miller e sua influência na música

Em 2013, durante o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, Watching Movies with the Sound Off Mac Miller compartilhou com a Complex uma lista de seus 25 álbuns favoritos de todos os tempos. Essa lista não apenas revela suas influências musicais, mas também oferece um vislumbre da mente criativa de um dos artistas mais versáteis de sua geração.

Oito anos após o lançamento de Swimming álbum lançado um mês antes de sua morte em setembro de 2018, essa lista ganha um significado ainda mais profundo. Cada escolha de Mac Miller carrega uma história única, refletindo sua jornada pessoal e artística.

Influências diversificadas e sem fronteiras

Mac Miller cresceu ouvindo uma variedade de gêneros e eras musicais, sem limites ou restrições. Sua lista de álbuns favoritos é um reflexo dessa diversidade, incluindo desde Bob Dylan até 50 Cent e de Portishead até A Tribe Called Quest. Cada escolha era significativa para ele, e ele tinha uma história para contar sobre cada uma.

Os álbuns que marcaram Mac Miller

Entre os álbuns que mais influenciaram Mac Miller estão Oxymoron de ScHoolboy Q que ele considerou o melhor lançamento do selo TDE até então, e Apocalypse de Thundercat que ele via como parte de um movimento em Los Angeles capaz de redefinir a música. Duck Butter Vol. 1 do The Duck Hunters (Most Dope) único projeto de seu próprio selo na lista, foi descrito por ele como uma das maiores coisas que já aconteceram à música.

Mac Miller também destacou Choices and Flowers de Lil B admirando a ideia por trás do projeto e a compreensão única de Lil B do mundo ao seu redor. Ele via King Krule como alguém completamente diferente de tudo que ele já tinha ouvido, descrevendo sua música como linda e única.

Influências que transcendem gêneros

Mac Miller admirava a capacidade de Flying Lotus de criar álbuns que soavam como uma única música longa e contínua, influenciando sua própria abordagem na criação de projetos musicais. Ele descreveu In Rainbows do Radiohead como um álbum que literalmente existe algo vivo que vai além da soma das faixas.

Ele também tinha uma admiração profunda por Kanye West especialmente por Graduation valorizando a continuidade de escuta e o vínculo especial que isso criava com o artista. Mac Miller defendia Lil Wayne das críticas, argumentando que quem criticava Wayne na verdade sentia saudade do melhor momento de sua carreira.

Álbuns que moldaram sua adolescência

Mac Miller descreveu Either/Or de Elliott Smith como a trilha sonora de sua adolescência melancólica, a música que ouvia quando estava triste e sozinho. Ele também tinha uma imagem muito específica para Baduizm de Erykah Badu associando-o a dirigir sozinho à noite por uma estrada vazia, às quatro da manhã.

Ele via The Score dos Fugees como tendo o maior som do mundo, com um fluxo e timbres fora do comum. Mac Miller também destacou Lifestylez ov da Poor & Dangerous de Big L como o disco que o fez começar a rimar, criando uma persona de rapper de rua de Nova York, apesar de ser de Pittsburgh.

Ícones que inspiraram sua carreira

Mac Miller tinha uma admiração profunda por Prince descrevendo a experiência de ouvir Controversy como algo que passa pelas suas veias. Ele via Bob Marley como um remédio para os momentos mais difíceis, capaz de salvar o humor de qualquer grupo. Ele também tinha uma tatuagem de John Lennon e comparava perguntar como alguém virou fã dos Beatles a perguntar como alguém virou fã de sanduíches.

Por fim, Mac Miller tinha um carinho especial por The Freewheelin’ Bob Dylan associando-o a uma conexão familiar que ele carregou pela vida toda. Essa lista de álbuns favoritos não apenas revela as influências musicais de Mac Miller, mas também oferece um vislumbre de sua jornada pessoal e artística única.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.