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17 setembro 2026

Presidente dos EUA reduz exercícios militares com Coreia do Sul e busca aproximação com líder norte-coreano

Donald Trump ordenou a redução substancial dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, enquanto busca reativar o diálogo com Kim Jong-un. Entenda as implicações dessa decisão.

Presidente dos EUA reduz exercícios militares com Coreia do Sul e busca aproximação com líder norte-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (17) que recebeu uma resposta positiva de Kim Jong-un após ordenar a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão, que tem gerado polêmica, reflete a estratégia de Trump de priorizar a diplomacia pessoal com o líder norte-coreano.

A relação entre Trump e Kim Jong-un tem sido um tema central desde o primeiro mandato do presidente americano, marcado por três encontros de cúpula e uma série de cartas trocadas. No entanto, as negociações entraram em colapso devido ao arsenal nuclear de Pyongyang, que continua a ser um ponto de tensão internacional.

Redução dos exercícios militares e suas implicações

No domingo, Trump instruiu o Pentágono a reduzir significativamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, citando os altos custos e a recusa de Seul em participar de ações contra o Irã. Em uma publicação na Truth Social Trump afirmou que os exercícios são “não apenas caros, mas também totalmente inadequados e hostis” em relação à Coreia do Norte.

“Não estou feliz com o fato de os Estados Unidos terem, há muito tempo, concordado em participar de Exercícios Militares Conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu Trump. “Dado que é tarde demais para cancelá-los, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth a reduzir substancialmente os Exercícios Militares Conjuntos!”

A aproximação entre Trump e Kim Jong-un

Trump tem defendido que sua abordagem está tornando o mundo mais seguro. “Estou tornando o mundo mais seguro. Na verdade, estou tornando muito mais seguro”, afirmou. Ele destacou que Kim Jong-un sempre o tratou com respeito e que os dois têm uma compreensão mútua.

“Kim Jong-un sempre me tratou com muito respeito e nos encontramos em diversas ocasiões, na verdade, em duas ocasiões principais, conversamos e passamos tempo juntos. Eu o entendo. Ele me entende”, disse Trump. No entanto, a Coreia do Norte continua sujeita a pesadas sanções internacionais devido ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

Reações e impactos regionais

A decisão de Trump tem gerado preocupações entre os aliados dos Estados Unidos, especialmente a Coreia do Sul. Militares americanos e sul-coreanos viam os exercícios anuais como essenciais para enfrentar as crescentes ameaças da Coreia do Norte, que tem aprimorado suas capacidades de combate com drones e guerra moderna.

Emma Chanlett-Avery, vice-diretora do Asia Society Policy Institute destacou que a descrição de Trump sobre a Coreia do Norte como “não ameaçadora e respeitosa” é alarmante para os aliados, que observam o regime aprimorar constantemente suas capacidades de mísseis e nucleares.

“A descrição de Trump da República Popular Democrática da Coreia como ‘não ameaçadora e respeitosa’ é alarmante para os aliados, que vêm observando o regime aprimorar constantemente suas capacidades de mísseis e nucleares”, afirmou Chanlett-Avery.

Enquanto isso, a Coreia do Norte tem fortalecido seus laços com a Rússia e a China, consolidando-se como um parceiro estratégico em cenários antagônicos aos aliados de Washington na Europa e na Ásia. A sinalização de Trump aos norte-coreanos tem repercutido mal entre os aliados, que veem a decisão como um golpe na aliança de sete décadas com Seul.

Bruno Costa
Autor

Bruno Costa