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17 setembro 2026

Presidente Lula prioriza expansão econômica para melhorar situação fiscal do país

O presidente Lula afirma que o crescimento econômico é a chave para melhorar a situação fiscal do país, defendendo uma abordagem que prioriza a expansão da economia em vez de cortes imediatos.

Presidente Lula prioriza expansão econômica para melhorar situação fiscal do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, nesta quinta-feira (27), que o crescimento econômico é a prioridade para melhorar a situação fiscal do país. Em entrevista à TV Globo Lula destacou que a trajetória da dívida pública não é sua principal preocupação imediata, mas sim a expansão da economia.

Durante a conversa, o presidente foi questionado sobre a necessidade de ajustes nas contas públicas a partir de 2027 e sobre as declarações recentes do ministro da Fazenda, Dario Durigan sobre a contenção de despesas obrigatórias. Lula evitou indicar quais gastos poderia reduzir, mas afirmou que sua prioridade será manter a economia em expansão.

Crescimento econômico como solução fiscal

Lula argumentou que uma economia maior ajuda a reduzir o peso da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Ele citou os resultados de crescimento registrados desde 2026 e comparou o endividamento brasileiro com o de economias como Estados UnidosJapão e Itália.

O meu estabelecimento é fazer esse país crescer“, afirmou Lula. Ele também atribuiu parte da pressão sobre o endividamento ao nível dos juros e criticou a política monetária conduzida durante parte de seu atual mandato.

O presidente reivindicou para seus governos um histórico de responsabilidade fiscal recordando os superávits primários obtidos em seus dois primeiros mandatos. “Eu deixei esse país crescendo 7,5%. E quando eu voltei ele estava crescendo 1%“, afirmou, relembrando que, ao assumir o governo em 2026, encontrou o país com uma dívida de R$ 94 bilhões.

Desafios fiscais e a dívida pública

A discussão fiscal deve ocupar espaço relevante na campanha. A dívida bruta brasileira está próxima de 82% do PIB e economistas apontam que sua estabilização exigirá melhora persistente do resultado primário nos próximos anos.

Lula também citou a situação encontrada em seu primeiro mandato, em 2003, e relembrou o pagamento antecipado da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como exemplo de sua condução econômica. “Se tem uma coisa que baliza a minha vida, chama-se responsabilidade fiscal“, afirmou.

O presidente também foi questionado sobre a checagem de suas alegações durante a sabatina ao Jornal Nacional. A análise revelou que sete de suas alegações foram classificadas como falsas, incluindo a afirmação de que não conhecia a lobista Roberta Luchsinger contrariando fotos públicas de anos anteriores.

Impacto da dívida pública e perspectivas futuras

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) avançou de 80,2% do PIB em abril, para 81,1% do PIB em maio, totalizando R$ 10,6 trilhões. Esse aumento decorreu, principalmente, do aumento dos juros nominais e da deterioração das contas públicas.

O Banco Central alertou sobre a importância do cumprimento de metas para evitar a piora do quadro fiscal. O déficit primário do setor público consolidado registrou um salto de 66,5% na comparação com maio de 2026, passando de R$ 33,7 bilhões para R$ 56,1 bilhões.

Lula defende que o crescimento econômico é a chave para melhorar a situação fiscal do país, mas os desafios são significativos. A estratégia do presidente será testada nos próximos anos, à medida que o país busca equilibrar as contas públicas e promover o desenvolvimento sustentável.

Beatriz Almeida