No último sábado, 5 de setembro de 2026, o palco Sunset do Rock in Rio foi palco de uma apresentação histórica que uniu duas das bandas mais representativas do metal brasileiro: Black Pantera e Nervosa. Com estilos distintos, mas com uma mensagem comum de resistência e inclusão, as bandas conquistaram o público com um show repleto de energia e significado.
Formada em Uberaba (MG), a Black Pantera é conhecida por seu som hardcore e letras antirracistas, enquanto a Nervosa, originária de São Paulo (SP) e atualmente radicada na Grécia, traz um thrash metal técnico e tradicional, com uma formação exclusivamente feminina. Apesar das diferenças, ambas as bandas compartilham um compromisso com a quebra de padrões e a representatividade no cenário musical.
Um show de resistência e diversidade
A apresentação, intitulada “Black Pantera convida Nervosa”, começou com a banda mineira dominando o palco. O Black Pantera tocou cinco músicas, incluindo duas do seu novo álbum, “Hórus” e “Obsoleto”, além das já consagradas “Padrão é o Car*lho” e “Fogo nos Racistas”. A faixa “Tradução”, dedicada às mães dos fãs e dos integrantes, também foi um destaque, com uma declaração contrária à escala 6×1.
A Nervosa entrou em cena de forma impactante, com Prika Amaral abrindo a apresentação sozinha, cantando “Serotonina” junto com o Black Pantera. Em seguida, as integrantes Helena Kotina (guitarra), Emmelie Herwegh (baixo) e Michaela Naydenova (bateria) se juntaram a ela para tocar “Ghost Notes” e “Slave Machine”. Charles Gama, do Black Pantera, retornou ao palco para participar de “Endless Ambition”.
Homenagem a Rita Lee e a união das bandas
A parte final do show foi marcada pela união de ambas as bandas no palco. Uma das surpresas mais emocionantes foi a homenagem a Rita Lee, com um cover de “Obrigado Não”. Prika Amaral descreveu Rita Lee como “a Ozzy Osbourne brasileira”, uma comparação que ressoou profundamente com o público. Essa homenagem simbolizou a conexão entre diferentes gerações e estilos de rock e metal.
O show foi mais do que uma simples apresentação musical; foi um ato de resistência e um testemunho da diversidade no metal brasileiro. Black Pantera e Nervosa provaram que, apesar das diferenças, é possível unir forças para criar algo poderoso e significativo. O público presente no Rock in Rio 2026 testemunhou um momento histórico que certamente ficará marcado na memória dos fãs de música pesada.



