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17 setembro 2026

Resistência e diversidade no metal: Black Pantera e Nervosa no Rock in Rio 2026

Black Pantera e Nervosa lotaram o palco Sunset do Rock in Rio 2026 com um show que celebrou a diversidade e a resistência no metal brasileiro

Resistência e diversidade no metal: Black Pantera e Nervosa no Rock in Rio 2026

No último sábado, 5 de setembro de 2026, o palco Sunset do Rock in Rio foi palco de uma apresentação histórica que uniu duas das bandas mais representativas do metal brasileiro: Black Pantera e Nervosa. Com estilos distintos, mas com uma mensagem comum de resistência e inclusão, as bandas conquistaram o público com um show repleto de energia e significado.

Formada em Uberaba (MG), a Black Pantera é conhecida por seu som hardcore e letras antirracistas, enquanto a Nervosa, originária de São Paulo (SP) e atualmente radicada na Grécia, traz um thrash metal técnico e tradicional, com uma formação exclusivamente feminina. Apesar das diferenças, ambas as bandas compartilham um compromisso com a quebra de padrões e a representatividade no cenário musical.

Um show de resistência e diversidade

A apresentação, intitulada “Black Pantera convida Nervosa”, começou com a banda mineira dominando o palco. O Black Pantera tocou cinco músicas, incluindo duas do seu novo álbum, “Hórus” e “Obsoleto”, além das já consagradas “Padrão é o Car*lho” e “Fogo nos Racistas”. A faixa “Tradução”, dedicada às mães dos fãs e dos integrantes, também foi um destaque, com uma declaração contrária à escala 6×1.

A Nervosa entrou em cena de forma impactante, com Prika Amaral abrindo a apresentação sozinha, cantando “Serotonina” junto com o Black Pantera. Em seguida, as integrantes Helena Kotina (guitarra), Emmelie Herwegh (baixo) e Michaela Naydenova (bateria) se juntaram a ela para tocar “Ghost Notes” e “Slave Machine”. Charles Gama, do Black Pantera, retornou ao palco para participar de “Endless Ambition”.

Homenagem a Rita Lee e a união das bandas

A parte final do show foi marcada pela união de ambas as bandas no palco. Uma das surpresas mais emocionantes foi a homenagem a Rita Lee, com um cover de “Obrigado Não”. Prika Amaral descreveu Rita Lee como “a Ozzy Osbourne brasileira”, uma comparação que ressoou profundamente com o público. Essa homenagem simbolizou a conexão entre diferentes gerações e estilos de rock e metal.

O show foi mais do que uma simples apresentação musical; foi um ato de resistência e um testemunho da diversidade no metal brasileiro. Black Pantera e Nervosa provaram que, apesar das diferenças, é possível unir forças para criar algo poderoso e significativo. O público presente no Rock in Rio 2026 testemunhou um momento histórico que certamente ficará marcado na memória dos fãs de música pesada.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.