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17 setembro 2026

Silêncio de Adélio Bispo durante avaliação psicológica em Campo Grande

Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro, permaneceu em silêncio durante uma avaliação psicológica na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Silêncio de Adélio Bispo durante avaliação psicológica em Campo Grande

Em uma recente avaliação psicológica realizada na Penitenciária Federal de Campo GrandeAdélio Bispo conhecido por ter desferido uma facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro recusou-se a responder às perguntas dos profissionais. A equipe multiprofissional, composta por psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, foi até o local em 11 de junho para realizar uma nova avaliação do estado mental de Adélio.

Apesar de inicialmente concordar em receber os profissionais, Adélio permaneceu em silêncio durante a avaliação, apresentando sinais de agitação. Mesmo sem obter respostas diretas, a equipe conseguiu registrar observações importantes sobre o seu quadro mental.

Diagnósticos e observações dos especialistas

Entre as anotações dos profissionais, uma psicóloga indicou a presença de psicose afetiva uma condição caracterizada por alterações que podem incluir perda de contato com a realidade, delírios ou alucinações. Outros membros da equipe, incluindo um enfermeiro e outra psicóloga, classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas.

Uma assistente social que integrava a equipe registrou esquizofrenia e relatou um comportamento que, segundo ela, não aparecia nos registros anteriores. Esses achados são significativos, pois Adélio já possui um diagnóstico de esquizofrenia paranoide conforme mostrado anteriormente pela coluna.

Evolução do quadro mental de Adélio Bispo

O diagnóstico de Adélio tem evoluído desde o incidente com Jair Bolsonaro. Inicialmente, ele foi diagnosticado com transtorno delirante persistente do tipo paranoide. No entanto, sete anos depois, peritos identificaram uma deterioração significativa no seu quadro mental.

Conforme apurado, Adélio apresenta um grave comprometimento do contato com a realidade, com alucinações durante a maior parte do tempo e um prejuízo funcional significativo. Os peritos apontam que ele não reconhece que está doente nem compreende a necessidade de tratamento, o que indica um comprometimento significativo da sua capacidade de avaliação da realidade.

Avaliação biopsicossocial e medidas de segurança

Diante da evolução do quadro mental de Adélio, há necessidade de atualização da avaliação biopsicossocial. Essa medida serve para identificar necessidades de tratamento e atualizar o Projeto Terapêutico Singular um plano individual de acompanhamento.

Adélio foi considerado inimputável pela Justiça pela facada contra Bolsonaro e, por isso, cumpre uma medida de segurança, e não uma pena de prisão. Atualmente, não há previsão de que ele seja colocado em liberdade.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.