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17 setembro 2026

Caso de raiva em cão no Lago Norte mobiliza vigilância sanitária do DF

Após 22 anos sem registros, a raiva canina retorna ao Distrito Federal. Descubra as medidas adotadas pela SES-DF e como proteger seu pet.

Caso de raiva em cão no Lago Norte mobiliza vigilância sanitária do DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou um caso de raiva canina no Lago Norte, marcando o primeiro registro da doença em cães desde 2000. O animal, que apresentou os primeiros sintomas em 23 de julho, faleceu seis dias depois, e o diagnóstico foi confirmado por exames laboratoriais.

O caso, notificado em 11 de agosto, levantou preocupações, mas também serviu como alerta para a importância da vacinação antirrábica. A SES-DF já havia iniciado a campanha de vacinação de rotina no segundo semestre, que continua em andamento.

Transmissão silvestre e medidas de contenção

A investigação aponta que a infecção ocorreu por transmissão silvestre provavelmente através de morcegos, animais silvestres comuns na região. A tutora do cão relatou que o animal tinha o hábito de caçar no lote, onde a equipe de saúde identificou grande presença de morcegos.

Como resposta imediata, a SES-DF realizou um bloqueio vacinal domiciliar no Lago Norte, cobrindo um raio de 500 metros ao redor do ponto de infecção. Todos os animais na área estão sendo monitorados, e os moradores receberam orientações sobre os riscos e medidas preventivas.

Campanha de vacinação em andamento

A campanha de vacinação antirrábica, prevista para o segundo semamento, já estava em curso antes do caso no Lago Norte. No primeiro dia de mobilização, em 15 de agosto, mais de 23 mil doses foram aplicadas. A imunização gratuita continua nos próximos sábados (22 e 29) em postos móveis distribuídos por diversas Regiões Administrativas.

Durante os dias úteis, as vacinas seguem disponíveis na sede da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval). A vacina deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de idade.

Orientações para prevenção

A SES-DF reforça a importância de evitar o contato com animais silvestres, especialmente morcegos e macacos, que sejam encontrados caídos, doentes ou com comportamento incomum. Em caso de acidentes, como mordeduras ou arranhaduras, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e aplicação da profilaxia pós-exposição.

Denúncias de casos suspeitos devem ser feitas imediatamente à Zoonoses pelo telefone (61) 3449-4434, pelo 162 ou via site Participa DF. A lista completa com os locais para atendimento após acidentes com animais que possam transmitir o vírus da raiva está disponível no site da SES-DF.

A vigilância ambiental continua acompanhando animais suspeitos de raiva e aqueles que tiveram contato com animais silvestres, devido ao histórico epidemiológico da região. As ações de vigilância epidemiológica, bloqueio do foco, vacinação, educação em saúde e monitoramento de animais continuarão na região com o objetivo de reduzir o risco de transmissão da doença e proteger a população.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.