A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou um caso de raiva canina no Lago Norte, marcando o primeiro registro da doença em cães desde 2000. O animal, que apresentou os primeiros sintomas em 23 de julho, faleceu seis dias depois, e o diagnóstico foi confirmado por exames laboratoriais.
O caso, notificado em 11 de agosto, levantou preocupações, mas também serviu como alerta para a importância da vacinação antirrábica. A SES-DF já havia iniciado a campanha de vacinação de rotina no segundo semestre, que continua em andamento.
Transmissão silvestre e medidas de contenção
A investigação aponta que a infecção ocorreu por transmissão silvestre provavelmente através de morcegos, animais silvestres comuns na região. A tutora do cão relatou que o animal tinha o hábito de caçar no lote, onde a equipe de saúde identificou grande presença de morcegos.
Como resposta imediata, a SES-DF realizou um bloqueio vacinal domiciliar no Lago Norte, cobrindo um raio de 500 metros ao redor do ponto de infecção. Todos os animais na área estão sendo monitorados, e os moradores receberam orientações sobre os riscos e medidas preventivas.
Campanha de vacinação em andamento
A campanha de vacinação antirrábica, prevista para o segundo semamento, já estava em curso antes do caso no Lago Norte. No primeiro dia de mobilização, em 15 de agosto, mais de 23 mil doses foram aplicadas. A imunização gratuita continua nos próximos sábados (22 e 29) em postos móveis distribuídos por diversas Regiões Administrativas.
Durante os dias úteis, as vacinas seguem disponíveis na sede da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental (Nuval). A vacina deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de idade.
Orientações para prevenção
A SES-DF reforça a importância de evitar o contato com animais silvestres, especialmente morcegos e macacos, que sejam encontrados caídos, doentes ou com comportamento incomum. Em caso de acidentes, como mordeduras ou arranhaduras, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e aplicação da profilaxia pós-exposição.
Denúncias de casos suspeitos devem ser feitas imediatamente à Zoonoses pelo telefone (61) 3449-4434, pelo 162 ou via site Participa DF. A lista completa com os locais para atendimento após acidentes com animais que possam transmitir o vírus da raiva está disponível no site da SES-DF.
A vigilância ambiental continua acompanhando animais suspeitos de raiva e aqueles que tiveram contato com animais silvestres, devido ao histórico epidemiológico da região. As ações de vigilância epidemiológica, bloqueio do foco, vacinação, educação em saúde e monitoramento de animais continuarão na região com o objetivo de reduzir o risco de transmissão da doença e proteger a população.



