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17 setembro 2026

Colômbia sofre com terremoto devastador: 132 mortos e cidades em ruínas

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, causando destruição generalizada e mais de 132 mortes. Descubra como as autoridades estão respondendo a esta crise.

Colômbia sofre com terremoto devastador: 132 mortos e cidades em ruínas

Na manhã de segunda-feira, 10 de agosto de 2026, um terremoto de magnitude 7,4 abalou a região oeste da Colômbia, causando destruição generalizada e mais de 132 mortes. O tremor, o mais forte registrado no país em uma década, teve seu epicentro em San José del Palmar, na Província de Chocó, e foi sentido em várias cidades, incluindo Cali, Pereira e Manizales.

O terremoto causou danos significativos à infraestrutura, incluindo o desabamento de prédios e a interrupção de serviços públicos. Em Cali, uma cidade com mais de 2,2 milhões de habitantes, pelo menos 35 pessoas morreram, e dezenas de edifícios ficaram inclinados ou foram totalmente destruídos. O Hospital Universitário de Cali, um dos principais centros de saúde da cidade, sofreu danos significativos, com cerca de 30% de sua infraestrutura desabando.

Danos e resgates em Cali

A governadora do Valle del Cauca, Dilian Francisca Toro informou que uma ala do Hospital Universitário de Cali desabou, deixando cinco pessoas presas sob os escombros. Felizmente, quatro delas foram resgatadas, mas uma senhora ainda está desaparecida. O diretor do hospital, Irne Torres Castro confirmou que três andares, incluindo a pediatria, a clínica médica e parte da unidade neonatal, foram afetados.

Além do hospital universitário, outras nove unidades de saúde em Cali sofreram danos e precisaram ser esvaziadas. O prefeito de Cali, Alejandro Eder visitou os locais afetados para supervisionar os trabalhos de emergência. O secretário de Gestão de Riscos, Ricardo Peñuela garantiu que todas as equipes de socorro foram mobilizadas para ajudar na crise.

Efeitos em outras cidades

Pereira, uma cidade na região cafeeira do oeste colombiano, foi uma das mais afetadas. O prefeito Mauricio Salazar informou que 18 pessoas morreram na cidade, e equipes de emergência estão trabalhando para resgatar pessoas presas sob os escombros. Em Manizales, uma das torres de uma catedral histórica rachou, e pelo menos 12 prédios e 20 casas foram parcial ou totalmente destruídos.

O terremoto também afetou serviços públicos e a infraestrutura aeroportuária. Em Pereira, parte da cobertura do Aeroporto Matecaña se desprendeu. A Aeronáutica Civil da Colômbia informou que os aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura foram afetados e tiveram as operações suspensas temporariamente para avaliação dos danos estruturais.

Resposta das autoridades

O presidente recém-empossado da Colômbia, Abelardo de la Espriella decretou estado de calamidade pública permitindo ao governo acelerar a resposta ao desastre e flexibilizar procedimentos burocráticos para a adoção de medidas emergenciais. Ele também anunciou que mil integrantes das forças de segurança seriam enviados a Cali para manter a ordem, após relatos de saques. Cali e Pereira decretaram toque de recolher na noite de segunda-feira.

De La Espriella afirmou que sua intenção é cooperar de todas as formas necessárias, destacando que não há distinções nem divisões ideológicas quando se trata de defender nosso povo. Ele inicialmente planejou viajar a Pereira para acompanhar os trabalhos de emergência, mas decidiu permanecer em Bogotá para coordenar a resposta à crise.

Equipes de emergência, auxiliadas por policiais, soldados e voluntários, trabalharam durante a noite com escavadeiras e, por vezes, com as próprias mãos, em busca de sobreviventes sob os escombros. O desastre tem sido comparado a um terremoto letal ocorrido em 1999, que devastou a mesma região cafeeira e matou mais de mil pessoas.

Rafael Oliveira