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17 setembro 2026

Profissional de saúde é agredida por paciente no HRSam

Uma enfermeira foi agredida por uma paciente no Hospital Regional de Samambaia após orientá-la a procurar atendimento em uma UPA.

Profissional de saúde é agredida por paciente no HRSam

Na noite do último domingo (9/8), um incidente violento ocorreu dentro do Hospital Regional de Samambaia (HRSam). A enfermeira Gisella Souza Pereira foi agredida por uma paciente durante um atendimento, um caso que tem gerado preocupação sobre a segurança dos profissionais de saúde no Distrito Federal.

O episódio começou quando a paciente, identificada como Fernanda Rodrigues da Silva chegou ao hospital com queixas de mal-estar geral, dor abdominal leve e dificuldade para urinar. Após avaliação, Gisella informou que a paciente deveria ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já que a clínica médica do HRSam estava com bandeira vermelha para atendimentos e a paciente foi classificada como azul indicando sintomas leves.

O incidente e as consequências

Gisella relatou que a paciente pediu um documento que comprovasse a ida ao hospital. A enfermeira explicou que não poderia emitir um atestado, pois a paciente havia sido apenas acolhida, não consultada. Permitiu, porém, que a paciente tirasse uma foto da tela do computador. Nesse momento, a situação se agravou.

“Ela já com muito sarcasmo, virou a tela do celular para me filmar, e eu levantei e pedi que não me filmasse. Nesse momento, ela me atingiu com vários golpes no rosto, no pescoço, no tórax, nos braços e nas mãos”, disse Gisella. Os vigilantes só perceberam a agressão tardiamente, pois não houve discussão prévia.

Após o incidente, a Polícia Militar foi acionada e ambos os envolvidos foram levados para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) onde Gisella registrou ocorrência.

Repercussão e medidas necessárias

Na segunda-feira (10/8), o Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF) emitiu uma nota sobre o caso. A entidade destacou que Gisella tem 21 anos de experiência na enfermagem e 19 anos de trabalho no HRSam, e que foi acolhida pelo Setorial de Mulheres do sindicato.

“A agressão acende novamente o alerta sobre a segurança no HRSam. Em um curto período, outras duas profissionais também foram agredidas na unidade, que já registrou situações que envolvem até a entrada de usuários com armas de fogo e armas brancas na unidade”, afirmou o SindEnf-DF.

O sindicato cobrou providências da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) exigindo reforço nas medidas de segurança e a recomposição das equipes diante do déficit de enfermeiras e enfermeiros na rede pública. Até o momento, a SES-DF não se manifestou sobre o caso.

Um problema recorrente

O caso de Gisella não é isolado. O HRSam tem enfrentado uma série de incidentes de Violência contra profissionais de saúde. A entrada de usuários armados e a falta de segurança adequada têm sido pontos críticos que precisam de atenção urgente.

Enquanto a SES-DF não se posiciona oficialmente, a comunidade de saúde espera por ações concretas que garantam a segurança dos profissionais e a qualidade do atendimento aos pacientes. A agressão a Gisella serve como um lembrete sombrio da necessidade de medidas imediatas para proteger aqueles que cuidam da saúde da população.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.