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17 setembro 2026

Como as marcas podem garantir a autenticidade de seus conteúdos na era da IA

Em um mundo onde a IA está tornando a criação de conteúdo cada vez mais acessível, as marcas enfrentam o desafio de provar a autenticidade de suas mensagens.

Como as marcas podem garantir a autenticidade de seus conteúdos na era da IA

Em um cenário onde a inteligência artificial está revolucionando a forma como criamos e consumimos conteúdo, as marcas enfrentam um novo desafio: provar a autenticidade de suas mensagens.

Chris Rynning, investidor de tecnologia e chairman da Humanitech, alerta para essa realidade durante sua participação no Rio Innovation Week.

O momento Oppenheimer da IA

Rynning compara a atual corrida pela IA ao momento Oppenheimer referindo-se ao físico que liderou o desenvolvimento da bomba atômica e depois alertou para seus riscos. “Estamos em uma corrida que ninguém vai parar. Se um país não desenvolver IA, outro desenvolverá. Se uma empresa desacelerar, outra assumirá a dianteira”, afirma.

Ele destaca que a velocidade da inovação está muito à frente da discussão sobre segurança, um tema que deve interessar a todas as lideranças, incluindo os CMOs.

Transformações no comportamento do consumidor

A IA está mudando o comportamento do consumidor, tornando cada vez mais difícil distinguir o que é produzido por uma pessoa do que foi gerado por uma máquina. “Em pouco tempo, a pergunta mais importante para os consumidores não será mais ‘Isso me interessa?’ e sim ‘Isso é real?'”, observa Rynning.

Para os executivos de marketing, o erro é tratar a IA apenas como uma ferramenta de produtividade. “O custo de criação está caminhando para zero. Todo mundo poderá criar conteúdo. E se qualquer empresa consegue produzir centenas de peças por dia usando IA, criatividade deixa de ser um diferencial”, analisa.

O desafio da autenticidade

O maior desafio para as marcas será construir algo reconhecível “em meio a um oceano de conteúdos que seguem os mesmos padrões visuais, os mesmos ganchos narrativos e a mesma velocidade de produção.” Para vencer essa corrente, Rynning acredita que a decisão sobre IA não pode ser baseada apenas em uma análise tradicional de custo-benefício.

Ele defende que as empresas precisarão usar IA para competir com outras inteligências artificiais, mas mantendo o human in the loop — o ser humano supervisionando decisões, processos criativos e validação de conteúdo. “Se as lideranças não fizerem isso, talvez os riscos apareçam antes que possamos aproveitar os benefícios”, alerta.

João Pereira
Autor

João Pereira

João Pereira passou dez anos no buy-side em São Paulo cobrindo ações brasileiras e câmbio. Hoje escreve sobre o mercado para o investidor pessoa física.