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17 setembro 2026

Diplomacia em ação: Emissários de Trump buscam paz entre Ucrânia e Rússia

Emissários de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão em missão diplomática na Ucrânia e Rússia para negociar o fim da guerra. Descubra os detalhes das conversas e as perspectivas de paz.

Diplomacia em ação: Emissários de Trump buscam paz entre Ucrânia e Rússia

Em uma tentativa de reacender o diálogo entre Ucrânia e Rússia, os emissários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estiveram em missão diplomática em Kiev e Moscou. A visita, que ocorreu no fim de semana, teve como objetivo principal buscar uma solução para o conflito que já dura mais de quatro anos.

A jornada começou em Moscou, onde os emissários se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, 5. A conversa, descrita como franca e construtiva pelo Kremlin, abordou as condições para um possível acordo de paz. Putin reafirmou a posição russa de que a Ucrânia deve ceder quatro regiões ocupadas e abandonar seus planos de ingressar na OTAN.

Reunião em Kiev com Volodymyr Zelensky

No domingo, 6, Witkoff e Kushner se encontraram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev. A reunião, que durou cerca de três horas, foi classificada como muito significativa e muito importante pelos emissários. Zelensky reiterou o desejo da Ucrânia por um fim justo para a guerra, sem sofrimento ou morte adicional.

Kushner destacou que os Estados Unidos não apenas buscam encerrar o conflito, mas também criar condições para uma paz duradoura. Ele enfatizou que futuros acordos devem impedir novas guerras e permitir que a Ucrânia utilize sua capacidade desenvolvida durante o conflito para reconstruir e desenvolver o país.

Contexto das negociações

As negociações estão paralisadas há mais de seis meses, devido à dificuldade de aproximar as posições de Rússia e Ucrânia. A guerra, que começou em, é a mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A última reunião entre as equipes de Zelensky e os emissários americanos ocorreu no fim de março, em Miami, nos Estados Unidos.

Trump, que iniciou seu segundo mandato, enviou Witkoff e Kushner a Kiev de trem, já que os russos não permitiram que chegassem de avião, apesar de uma pausa nos ataques contra a cidade ter sido decretada até segunda-feira. Em julho, Zelensky também se encontrou duas vezes com Trump, durante a cúpula da OTAN e no Salão Oval.

Análise do cenário militar

O analista Lourival Sant’Anna, em entrevista ao CNN Prime Time, descreveu o cenário militar atual como essencialmente congelado ao longo de uma linha de frente de mil quilômetros. Nenhum dos lados consegue avançar de forma significativa. A guerra aérea tem favorecido a Ucrânia, que vem causando danos consideráveis à infraestrutura de energia, infraestrutura militar e à logística russas.

Em 25 de agosto, o diretor da CIA, John Ratcliffe, foi a Moscou para transmitir uma mensagem direta às lideranças de inteligência russas: que seria mais vantajoso para a Rússia iniciar negociações, pois sua posição militar não era favorável e a Ucrânia estava se tornando cada vez mais contundente em seus ataques.

Putin sinalizou interesse em negociar, mas manteve as mesmas condições apresentadas desde. Uma alternativa possível seria um congelamento do conflito, com um cessar-fogo seguido de negociações futuras sobre o status final das regiões ocupadas. No entanto, essa condição ainda depende da concordância de Putin.

Rafael Oliveira