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25 setembro 2026

Eleição 2026 em SP: Tarcísio 56,5% e Haddad 33,4% nas sondagens

Tarcísio de Freitas encabeça as intenções de voto em São Paulo com 56,5%, Haddad segue com 33,4% e ambos apresentam propostas distintas para a saúde pública.

Eleição 2026 em SP: Tarcísio 56,5% e Haddad 33,4% nas sondagens

Na última sexta-feira, 25 de setembro, a pesquisa Vox Brasil trouxe novos números que reforçam a liderança do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O levantamento, realizado entre 20 e 22 de setembro com 1.480 eleitores, mostra 56,5% de intenção de voto para Tarcísio no primeiro turno, enquanto o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece com 33,4%.

A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, o que indica que, mesmo levando em conta a variação estatística, Tarcísio mantém uma vantagem confortável. Entre os demais nomes testados de forma estimulada, Carlos Machado (PCB) obteve 1,5%, Vera Lúcia (PSTU) 0,9%, Vivian Mendes 0,5% e Izadora Dias (PCO) 0,2%. Votos em branco ou nulos somam 4,3% e 2,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Simulação do segundo turno e índices de rejeição

Quando a pesquisa simula um duelo direto entre os dois candidatos, Tarcísio ainda melhora, atingindo 58,2% das intenções e Haddad 35,1%. Excluindo brancos e nulos – critério adotado pela Justiça Eleitoral – o governador chega a 62,4% dos votos válidos contra 37,6% do petista.

Na métrica de rejeição Haddad lidera com 44,6% dos entrevistados afirmando que não votaria nele de forma alguma, enquanto Tarcísio registra 21,3% de rejeição. Izadora Dias e Vivian Mendes aparecem com 11,3% e 8,5% de rejeição, respectivamente; Carlos Machado tem 7,1% e Vera Lúcia 5,0%. Ainda, 11,3% dos respondentes disseram não rejeitar nenhum dos candidatos.

Perfil ideológico do eleitorado e avaliação da gestão

O recorte ideológico dos participantes revela uma divisão clara: 38,4% se autodeclaram bolsonaristas ou de direita, 28,7% como lulistas ou de esquerda, e 25,8% se consideram independentes. Sobre a administração atual, 68,1% dos eleitores aprovam o governo de Tarcísio, 22,5% desaprovam e 9,4% ficaram indecisos.

Além disso, 63,7% dizem que sua escolha de voto está definida, mas 27,5% ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição, mostrando um eleitorado ainda suscetível a campanhas.

Saúde pública: contrapontos nas propostas eleitorais

O acesso à saúde tornou-se tema central da campanha. Tarcísio aposta no aumento de financiamento aos hospitais com a chamada Tabela SUS Paulista que pode elevar o pagamento de procedimentos até cinco vezes o valor da tabela nacional e destina R$ 760 milhões anuais a hospitais municipais em 77 cidades. O programa AME+ Digital, também do governo, promete consultas híbridas para cerca de 4 milhões de pessoas.

Haddad, por sua vez, propõe a integração de equipamentos e a transparência da fila de espera via consulta por CPF, permitindo ao cidadão visualizar posição e tempo estimado para consultas e cirurgias. A proposta inclui prioridade baseada em critérios clínicos e o uso ampliado de telessaúde e serviços privados complementares.

Especialistas como o professor Gonzalo Vecina Neto (USP/FGV) ressaltam que, apesar das iniciativas, o maior desafio permanece a falta de integração entre redes municipais e estaduais e o alto grau de absenteísmo, que dificulta o cálculo exato da demanda. O médico Jean Gorinchteyn ex-secretário de Saúde, alerta que o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas exigem fortalecimento da atenção básica e ampliação das teleconsultas.

Vasco Sousa
Autor

Vasco Sousa

Vasco Sousa coordena salas de edição em Lisboa com porte executivo e fato escuro, conhecido por afinar pautas em reuniões rápidas no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Exerceu funções editoriais em suplementos locais, licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Lisboa e colecionador de cadernos de reportagem antigos.