Na última sexta-feira, 25 de setembro, a pesquisa Vox Brasil trouxe novos números que reforçam a liderança do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O levantamento, realizado entre 20 e 22 de setembro com 1.480 eleitores, mostra 56,5% de intenção de voto para Tarcísio no primeiro turno, enquanto o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece com 33,4%.
A margem de erro é de 2,55 pontos percentuais, o que indica que, mesmo levando em conta a variação estatística, Tarcísio mantém uma vantagem confortável. Entre os demais nomes testados de forma estimulada, Carlos Machado (PCB) obteve 1,5%, Vera Lúcia (PSTU) 0,9%, Vivian Mendes 0,5% e Izadora Dias (PCO) 0,2%. Votos em branco ou nulos somam 4,3% e 2,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Simulação do segundo turno e índices de rejeição
Quando a pesquisa simula um duelo direto entre os dois candidatos, Tarcísio ainda melhora, atingindo 58,2% das intenções e Haddad 35,1%. Excluindo brancos e nulos – critério adotado pela Justiça Eleitoral – o governador chega a 62,4% dos votos válidos contra 37,6% do petista.
Na métrica de rejeição Haddad lidera com 44,6% dos entrevistados afirmando que não votaria nele de forma alguma, enquanto Tarcísio registra 21,3% de rejeição. Izadora Dias e Vivian Mendes aparecem com 11,3% e 8,5% de rejeição, respectivamente; Carlos Machado tem 7,1% e Vera Lúcia 5,0%. Ainda, 11,3% dos respondentes disseram não rejeitar nenhum dos candidatos.
Perfil ideológico do eleitorado e avaliação da gestão
O recorte ideológico dos participantes revela uma divisão clara: 38,4% se autodeclaram bolsonaristas ou de direita, 28,7% como lulistas ou de esquerda, e 25,8% se consideram independentes. Sobre a administração atual, 68,1% dos eleitores aprovam o governo de Tarcísio, 22,5% desaprovam e 9,4% ficaram indecisos.
Além disso, 63,7% dizem que sua escolha de voto está definida, mas 27,5% ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição, mostrando um eleitorado ainda suscetível a campanhas.
Saúde pública: contrapontos nas propostas eleitorais
O acesso à saúde tornou-se tema central da campanha. Tarcísio aposta no aumento de financiamento aos hospitais com a chamada Tabela SUS Paulista que pode elevar o pagamento de procedimentos até cinco vezes o valor da tabela nacional e destina R$ 760 milhões anuais a hospitais municipais em 77 cidades. O programa AME+ Digital, também do governo, promete consultas híbridas para cerca de 4 milhões de pessoas.
Haddad, por sua vez, propõe a integração de equipamentos e a transparência da fila de espera via consulta por CPF, permitindo ao cidadão visualizar posição e tempo estimado para consultas e cirurgias. A proposta inclui prioridade baseada em critérios clínicos e o uso ampliado de telessaúde e serviços privados complementares.
Especialistas como o professor Gonzalo Vecina Neto (USP/FGV) ressaltam que, apesar das iniciativas, o maior desafio permanece a falta de integração entre redes municipais e estaduais e o alto grau de absenteísmo, que dificulta o cálculo exato da demanda. O médico Jean Gorinchteyn ex-secretário de Saúde, alerta que o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas exigem fortalecimento da atenção básica e ampliação das teleconsultas.



