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29 setembro 2026

Moradores de Noronha votam para escolher 7 representantes

Eleitores de Fernando de Noronha definiram a composição do Conselho Distrital para os próximos quatro anos.

Moradores de Noronha votam para escolher 7 representantes

Na primavera de 2026, os habitantes da ilha de Fernando de Noronha foram chamados às urnas para escolher os sete integrantes que irão compor o Conselho Distrital nos próximos quatro anos. O pleito, realizado em clima de alta participação, contou com 22 candidatos concorrendo por sete vagas, e cerca de 3 701 eleitores habilitados, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Toda a logística eleitoral foi centralizada na Escola Arquipélago onde foram instaladas as dez seções eleitorais previstas para a ilha.

Histórico das eleições no Conselho Distrital

O órgão surgiu durante a gestão do administrador Elias Gomes com a promulgação da Lei Orgânica do Distrito Estadual de Fernando de Noronha. Na primeira votação, ocorrida em março de 1996 19 moradores disputaram uma única vaga, com mandato de dois anos. A partir de 1998 o período foi ajustado para quatro anos, alinhando-se ao calendário das eleições gerais. Desde então, foram realizadas oito eleições, permitindo que 25 residentes ocupassem assentos no Conselho, consolidando um espaço de representação local que, segundo o ex-administrador, “viabilizou a democracia para os moradores”.

Funções e atribuições do Conselho Distrital

O Conselho Distrital atua como um fiscalizador da administração da ilha, monitorando ações, despesas e a execução do orçamento anual. Entre suas prerrogativas, destaca-se a revisão e aprovação das contas da administração antes que estas sejam remetidas ao Governo de Pernambuco à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas. Além disso, os conselheiros podem opinar sobre os planos de governo propostos, contribuindo para a definição de políticas públicas que atendam às especificidades do arquipélago.

Processo eleitoral de 2026

Para o pleito de este ano 22 candidatos escolheram números entre 100 e 899 que não conflitam com partidos registrados no TSE; os intervalos de 880 a 889 foram excluídos por restrições técnicas. Cada candidato foi identificado por um número exclusivo, facilitando a identificação nas urnas. As dez seções eleitorais foram instaladas nas dependências da Escola Arquipélago, permitindo que o voto fosse realizado de forma organizada e segura, atendendo às normas estabelecidas pelo TRE.

Lista dos 22 candidatos ao Conselho Distrital

  • 326 – Ailton Clayton Flor
  • 241 – Ailton Rodrigues de Araujo Junior
  • 172 – Ana Paula da Silva Alves
  • 190 – Anderson Flexa Leite
  • 510 – Artur Cândido da Silva
  • 789 – Carine Silene Ferreira Dino de Oliveira
  • 260 – Cassiana Barros de Oliveira
  • 488 – Daniel Alexandre da Silva Oliveira
  • 199 – Davisson Lima Valença Cruz
  • 193 – Eunice José de Souza
  • 195 – Giliarde de Souza e Silva
  • 244 – Jobson Nepomuceno Flor
  • 899 – José Roberto Faustino de Oliveira
  • 177 – José Silvano dos Santos
  • 192 – Josué Marques da Silva
  • 198 – Lidiane Roberta do Nascimento
  • 603 – Luzinaldo Jacinto de Souza
  • 898 – Marilde Martins da Costa
  • 600 – Milton Luna da Silva
  • 266 – Otavio Minervino da Silva Filho
  • 171 – Reinaldo Bezerra de Lima
  • 170 – Verônica Maria Pereira Modesto

Depoimento de Elias Gomes sobre a criação do Conselho

“Nós aprovamos a Lei Orgânica, que instituiu o Conselho Distrital, o parlamento local. Isso foi importante, e era comum ouvir que viabilizamos a democracia para os moradores”, afirmou o ex-administrador, reforçando a relevância histórica da instituição para a autonomia política da ilha.

Com a nova composição definida, o Conselho Distrital inicia seu mandato monitorando a gestão municipal, analisando os gastos públicos e propondo melhorias que reflitam as necessidades dos moradores. O próximo passo será a aprovação das contas referentes ao exercício anterior, que seguirá para os órgãos de controle estadual, garantindo transparência e responsabilidade.

Beatriz Almeida