Na primavera de 2026, os habitantes da ilha de Fernando de Noronha foram chamados às urnas para escolher os sete integrantes que irão compor o Conselho Distrital nos próximos quatro anos. O pleito, realizado em clima de alta participação, contou com 22 candidatos concorrendo por sete vagas, e cerca de 3 701 eleitores habilitados, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Toda a logística eleitoral foi centralizada na Escola Arquipélago onde foram instaladas as dez seções eleitorais previstas para a ilha.
Histórico das eleições no Conselho Distrital
O órgão surgiu durante a gestão do administrador Elias Gomes com a promulgação da Lei Orgânica do Distrito Estadual de Fernando de Noronha. Na primeira votação, ocorrida em março de 1996 19 moradores disputaram uma única vaga, com mandato de dois anos. A partir de 1998 o período foi ajustado para quatro anos, alinhando-se ao calendário das eleições gerais. Desde então, foram realizadas oito eleições, permitindo que 25 residentes ocupassem assentos no Conselho, consolidando um espaço de representação local que, segundo o ex-administrador, “viabilizou a democracia para os moradores”.
Funções e atribuições do Conselho Distrital
O Conselho Distrital atua como um fiscalizador da administração da ilha, monitorando ações, despesas e a execução do orçamento anual. Entre suas prerrogativas, destaca-se a revisão e aprovação das contas da administração antes que estas sejam remetidas ao Governo de Pernambuco à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas. Além disso, os conselheiros podem opinar sobre os planos de governo propostos, contribuindo para a definição de políticas públicas que atendam às especificidades do arquipélago.
Processo eleitoral de 2026
Para o pleito de este ano 22 candidatos escolheram números entre 100 e 899 que não conflitam com partidos registrados no TSE; os intervalos de 880 a 889 foram excluídos por restrições técnicas. Cada candidato foi identificado por um número exclusivo, facilitando a identificação nas urnas. As dez seções eleitorais foram instaladas nas dependências da Escola Arquipélago, permitindo que o voto fosse realizado de forma organizada e segura, atendendo às normas estabelecidas pelo TRE.
Lista dos 22 candidatos ao Conselho Distrital
- 326 – Ailton Clayton Flor
- 241 – Ailton Rodrigues de Araujo Junior
- 172 – Ana Paula da Silva Alves
- 190 – Anderson Flexa Leite
- 510 – Artur Cândido da Silva
- 789 – Carine Silene Ferreira Dino de Oliveira
- 260 – Cassiana Barros de Oliveira
- 488 – Daniel Alexandre da Silva Oliveira
- 199 – Davisson Lima Valença Cruz
- 193 – Eunice José de Souza
- 195 – Giliarde de Souza e Silva
- 244 – Jobson Nepomuceno Flor
- 899 – José Roberto Faustino de Oliveira
- 177 – José Silvano dos Santos
- 192 – Josué Marques da Silva
- 198 – Lidiane Roberta do Nascimento
- 603 – Luzinaldo Jacinto de Souza
- 898 – Marilde Martins da Costa
- 600 – Milton Luna da Silva
- 266 – Otavio Minervino da Silva Filho
- 171 – Reinaldo Bezerra de Lima
- 170 – Verônica Maria Pereira Modesto
Depoimento de Elias Gomes sobre a criação do Conselho
“Nós aprovamos a Lei Orgânica, que instituiu o Conselho Distrital, o parlamento local. Isso foi importante, e era comum ouvir que viabilizamos a democracia para os moradores”, afirmou o ex-administrador, reforçando a relevância histórica da instituição para a autonomia política da ilha.
Com a nova composição definida, o Conselho Distrital inicia seu mandato monitorando a gestão municipal, analisando os gastos públicos e propondo melhorias que reflitam as necessidades dos moradores. O próximo passo será a aprovação das contas referentes ao exercício anterior, que seguirá para os órgãos de controle estadual, garantindo transparência e responsabilidade.



