A Copasa – Companhia de Saneamento de Minas Gerais realizou, ontem, a assembleia geral que definiu a nova estrutura de sua administração. O encontro refletiu a recente privatização da empresa, resultando na alteração do quadro de diretores e na inclusão de um mecanismo de controle especial para o governo estadual.
Reconfiguração do Conselho e o “golden share” de Minas Gerais
Com a mudança acionária, os acionistas aprovaram a criação de uma ação preferencial de classe especial conhecida como “golden share”, que permanecerá sob titularidade exclusiva do Estado de Minas Gerais. Esse instrumento confere ao poder público prerrogativas estratégicas, permitindo, por exemplo, bloquear decisões que possam comprometer interesses públicos essenciais ao setor de saneamento.
Além da introdução do golden share, a assembleia aprovou a nova composição do conselho de administração e da diretoria executiva. Os nomes dos novos conselheiros ainda não foram divulgados detalhadamente, mas a expectativa é que a equipe traga experiência do segmento privado para acelerar a modernização da Copasa.
Desdobramentos em outras corporações brasileiras
Em paralelo, a Tupy viu a saída de Jaime Luiz Kalsing que renunciou ao cargo de presidente e membro do conselho de administração. A empresa ainda não informou quem assumirá a liderança, mas a mudança sinaliza uma possível reorientação da governança.
A Ambipar teve um desfecho relevante nos tribunais norte-americanos: a justiça dos EUA reconheceu a recuperação judicial da controladora no Brasil como o principal processo de reestruturação do grupo, suspendendo o pedido de “Chapter 11” da subsidiária Ambipar Emergency Response. Essa decisão deve simplificar a administração dos ativos internacionais da companhia.
O presidente da Light Alexandre Nogueira, ressaltou que contratos de longo prazo precisam incorporar cláusulas flexíveis. Segundo ele, obrigatoriedades rígidas não são viáveis, pois impossibilitam a adaptação a mudanças de mercado ao longo da vigência contratual.
Por fim, a JSL comunicou aos acionistas que os dividendos aprovados em dezembro de 2025, totalizando R$ 421,1 milhões serão distribuídos em duas parcelas iguais ao longo de 2026. Essa política de pagamento busca equilibrar a remuneração dos investidores com a necessidade de reinvestimento nas operações.



