Uma nova sondagem realizada pelo BTG/Nexus e divulgada em 21 de setembro de 2026 traz números que reacendem a disputa presidencial. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto para um eventual segundo turno, frente a 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Dentro desse intervalo, os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados o que sugere que a corrida ainda está longe de ter um vencedor definido.
Resultados da pesquisa BTG/Nexus (21/09/2026)
O levantamento, que entrevistou 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro, também trouxe o cenário para o primeiro turno: Lula aparece com 40% das intenções, enquanto Flávio registra 37%. Além dos números de voto, a pesquisa analisou a rejeição dos candidatos – 49% dos entrevistados rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio – e a avaliação do governo atual. O presidente tem 46% de aprovação e 50% de desaprovação, com 4% sem opinião. Quando indagados sobre a administração, 45% a classificam como “ruim/péssima”, 18% como “regular” e 35% como “ótima/boa”. Todos os detalhes foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026 e custaram R$ 164.888,89, pago pelo banco BTG Pactual.
Primeiro turno e avaliação do governo
Além do foco no segundo turno, os resultados do primeiro turno revelam um gap ainda significativo entre os dois principais concorrentes. O percentual de intenção de Lula supera o de Flávio em três pontos, mas a diferença ainda está dentro da margem de erro, reforçando a volatilidade do cenário. Na esfera da aprovação governamental, a maioria dos respondentes classifica a gestão como insuficiente, o que pode influenciar as decisões de voto na fase decisiva da campanha.
Reações dos líderes petistas e panorama dos demais levantamentos
Os partidos de esquerda, especialmente membros do PT, ainda acreditam que “há jogo ainda” para o presidente. O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, pediu que a campanha passe a enfatizar resultados concretos – salários, emprego, saúde e educação – ao invés de discurso ideológico. Em suas redes sociais, Quaquá destacou a necessidade de “mostrar o que mudou na vida das famílias” para reconquistar eleitores indecisos.
Em paralelo, o coordenador da campanha de Lula no Rio de Janeiro reforçou que a estratégia deve colocar esses temas no centro da comunicação. Contudo, críticos internos apontam dificuldade em elevar a aprovação do presidente, mesmo diante de entregas governamentais, enquanto a oposição alimenta um clima de “má-humor” que desgasta a imagem petista.
Outros levantamentos recentes convergem – e às vezes divergem – com o BTG/Nexus. A pesquisa da Quaest, divulgada entre 18 e 20 de setembro, indica Flávio com 42% e Lula com 40% no segundo turno, enquanto a PoderData/Aya, de 10 de setembro, coloca Flávio à frente (47% contra 45%). A margem de erro de 1,8 ponto percentual também aponta para um empate técnico. Em 12 de setembro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), reconheceu o panorama adverso, afirmando que “o jogo está empatado” e que é preciso organizar um contra-ataque para reeleger Lula.
Essas diferentes leituras reforçam a ideia de que a corrida está em constante movimentação. Enquanto alguns analistas creditam ao “efeito de campanha” a variação dos números, os próprios petistas reconhecem a necessidade de ajustes imediatos na mensagem e no projeto nacional, tema recorrente nas discussões internas. O cenário, portanto, mantém-se aberto, com a possibilidade de novas oscilações até o dia da votação.


