Uma pesquisa realizada em Minas Gerais revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança entre os eleitores do estado no cenário de primeiro turno, reunindo 44,3% das intenções de voto diante de 35,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, aplicado entre 30 de agosto e 4 de setembro de 2026 ouviu 1.804 eleitores por meio de recrutamento digital aleatório, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Além da disputa pelos primeiros lugares, o estudo mapeou alternativas ao segundo escalão: o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 8,9% seguido por Renan Santos (Missão) com 6,2%. Outros nomes testados incluem o ex-governador Romeu Zema (Novo) com 1,9% o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) com 1,4%Samara (UP) com 0,6% e Edmilson Costa (PCB) com 0,1%. Brancos e nulos somam 0,7%0,4% não souberam responder.
Resultados de segundo turno simulados em Minas Gerais
As simulações de segundo turno no estado colocam Lula à frente em todos os confrontos testados, embora com margens variáveis. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 48,7% ante 42,1% do senador, uma vantagem de 6,6 pontos percentuais enquanto brancos, nulos e indecisos somam 9,1%. Contra o ex-governador Ronaldo Caiado Lula tem 48,4% e Caiado, 41,5% com 10,1% de brancos, nulos e indecisos.
O confronto mais apertado identificado no levantamento ocorre com Romeu Zema. Nesse cenário, Lula fica com 47,6% e Zema com 46,4% diferença de apenas 1,2 ponto percentual — dentro da margem de erro de dois pontos, o que indica um empate técnico. Já a maior folga de Lula é contra Renan Santos com o petista marcando 48,6% frente a 30,5% do adversário; nesse caso há 20,9% de eleitores que votariam branco ou nulo ou não sabem.
Perfil do eleitorado mineiro: religião, idade, gênero, escolaridade e renda
Os cruzamentos demográficos mostram padrões distintos de apoio entre os candidatos. A religião é um dos recortes com maior contraste: entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro obtém 60,1% enquanto Lula tem 18,5%. A situação se inverte entre os católicos, onde Lula atinge 49,6% e Flávio aparece com 29,1%. Entre eleitores que se declaram agnósticos ou ateus, Lula chega a 81,3% contra apenas 1% para Flávio.
A faixa etária também diferencia os candidatos: Flávio lidera entre os eleitores de 16 a 24 anos com 45,1% contra 18% de Lula; nesse mesmo segmento, Renan Santos registra 25,1% bem acima dos 6,2% que tem no conjunto da pesquisa. Lula, por sua vez, cresce entre eleitores mais velhos, alcançando 54% na faixa de 35 a 44 anos e 59% entre os que têm 60 anos ou mais.
Nos recortes por gênero e escolaridade Lula aparece com 51,8% entre as mulheres (contra 35,9% de Flávio) e lidera entre os entrevistados com ensino superior (51% contra 21,5% de Flávio). Entre eleitores com ensino fundamental os percentuais ficam próximos: Lula 44,8% e Flávio 45,6%. A análise por renda familiar não mostra trajetória linear: na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil Flávio alcança 56,1% contra 33,5% de Lula; entre os que têm renda superior a R$ 10 mil Lula registra 47,8% Flávio 18,5% e Renan Santos 17,6%.
Metodologia e contexto eleitoral
O levantamento foi conduzido por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) e entrevistou 1.804 eleitores de Minas Gerais entre 30 de agosto e 4 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais com nível de confiança de 95%. Minas Gerais é mencionada no estudo como o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo e recebe atenção estratégica das campanhas por refletir resultados nacionais em eleições recentes.
Os números apresentados mostram a predominância de Lula no estado, a concentração de votos nos dois primeiros colocados — que somam 79,7% no primeiro turno — e as variações de apoio quando o eleitorado é separado por atributos sociodemográficos. Esses padrões servem como referência para o desenho de campanhas e alocação de recursos no estado.



