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17 setembro 2026

Prisão de empresário e esposa em Mato Grosso por crimes de abuso sexual infantil

Uma investigação minuciosa resultou na prisão de um casal suspeito de crimes graves contra crianças em Sorriso, Mato Grosso. Saiba mais sobre o caso.

Prisão de empresário e esposa em Mato Grosso por crimes de abuso sexual infantil

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Civil do Espírito Santo resultou na prisão de um casal suspeito de crimes graves contra crianças em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso, revelou uma rede de exploração de menores que chocou a região.

A investigação começou após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar crianças e adolescentes e fornecer a terceiros arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. A análise do celular da suspeita e as informações prestadas durante a investigação ajudaram a identificar o casal, que passou a ser investigado em Sorriso.

Desdobramentos da investigação

Durante as investigações, foram encontrados indícios de vídeos e imagens envolvendo vítimas menores de idade e o empresário investigado. Ele foi preso em 15 de julho deste ano. Na ocasião, a mulher ficou submetida a medidas cautelares.

Após a conclusão da investigação, o inquérito foi finalizado na última sexta-feira (7 de julho) e encaminhado ao Poder Judiciário. A delegada Layssa Crisostomo também pediu a prisão preventiva da investigada.

A prisão foi cumprida pela Polícia Civil de Mato Grosso com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo após investigação conduzida pela DEDMV de Sorriso.

Prisão preventiva e localização da investigada

O pedido de prisão preventiva foi atendido pela Justiça neste domingo (9 de julho). A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública, assegurar o andamento da investigação e garantir o cumprimento da lei. Após a expedição do mandado, policiais da DEDMV de Sorriso passaram a acompanhar a rotina e os deslocamentos da investigada. A equipe descobriu que ela estava em Guarapari onde viajava a passeio, e pediu apoio à Polícia Civil do Espírito Santo.

A mulher, esposa do empresário Fábio Serafim de Oliveira foi presa em 12 de julho durante uma viagem a Guarapari, no Espírito Santo. Ela é investigada por produção, transmissão, disponibilização, posse ou armazenamento de material envolvendo crianças ou adolescentes.

Operação e materiais apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, um chip utilizado em sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros materiais que serão analisados por peritos.

A operação foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Sorriso, com participação de oito policiais civis e duas viaturas. A Secretaria Municipal de Segurança Pública também auxiliou os trabalhos com o uso de um drone para monitoramento da área durante o cumprimento das ordens judiciais.

As investigações continuam para esclarecer todos os fatos, identificar possíveis outros envolvidos e responsabilizar os suspeitos. O caso tramita sob sigilo devido à natureza dos crimes e para preservar a identidade das vítimas.

Início da investigação

A investigação que levou à prisão do casal ganhou novos desdobramentos após a prisão da babá Tafnes Cavalheiro de Souza em 29 de junho. Segundo informações divulgadas anteriormente pela Polícia Civil, o depoimento da jovem e elementos encontrados durante a investigação contribuíram para a identificação do empresário.

Fábio Serafim de Oliveira foi preso em 15 de julho deste ano, durante a Operação Puer Defensus, realizada em Sorriso. A defesa de Tafnes afirmou anteriormente que a jovem trabalhou como babá na residência do empresário e da esposa quando ainda era adolescente. Segundo a versão apresentada pela defesa, Tafnes teria sido aliciada pelo empresário e, posteriormente, pressionada a produzir imagens de crianças.

As declarações fazem parte da versão apresentada pela defesa da babá e não devem ser confundidas com as conclusões da investigação policial.

Beatriz Almeida