O programa Desenrola 2.0 lançado pelo governo federal para auxiliar famílias endividadas, encerra suas adesões nesta segunda-feira. A medida, que visa renegociar dívidas com condições mais favoráveis, já registrou a adesão de 5,03 milhões de dívidas totalizando um valor original de R$ 26,3 bilhões reduzido para aproximadamente R$ 5,2 bilhões após os acordos.
O programa permite a utilização de parte do saldo do FGTS para amortização ou quitação das dívidas, oferecendo descontos entre 30% e 90%, taxas de juros máximas de 1,99% ao mês e prazos de até 48 meses para pagamento. Além disso, a primeira parcela pode ser paga em até 35 dias e o limite da nova dívida, após descontos, é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.
Inadimplência das famílias bate recorde em julho
A inadimplência das famílias atingiu um recorde em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central. A parcela das operações com atraso superior a 90 dias subiu de 5,4% em junho para 5,8% em julho, o maior patamar desde março de 2011. Esse aumento ocorre mesmo com o funcionamento do Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano.
No crédito livre modalidade em que os juros são pactuados livremente entre o banco e o tomador do empréstimo, a inadimplência passou de 7,4% para 7,8% também a maior taxa da série histórica. Da mesma forma, a inadimplência pessoa física foi recorde no crédito direcionado, com alta de 3% para 3,4%.
Comprometimento de renda das famílias
O comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas continuou subindo em junho e alcançou um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011. O indicador que mede o percentual do orçamento mensal usado para pagar as parcelas das dívidas subiu de 28,5% em maio para 28,9% em junho.
Já o endividamento das famílias, que mede o percentual total de dívidas em relação à renda geral, cedeu marginalmente em junho, de 49,9% em maio para 49,8% mantendo-se em patamares elevados considerando a média histórica.
Como funciona o Desenrola 2.0?
O Desenrola 2.0 permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). A dívida renegociada terá descontos entre 30% e 90% taxa de juros máxima de 1,99% ao mês prazo de até 48 meses e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Para participar do programa, os brasileiros devem ter renda de até 5 salários-mínimos (R$ 8.105).



