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17 setembro 2026

Trump retoma processamento de vistos em dois países europeus enquanto serviços globais permanecem suspensos

Em meio a restrições globais, a Casa Branca priorizou o processamento de vistos para a Hungria e Polônia, enquanto outros países aguardam. Descubra os detalhes dessa medida.

Trump retoma processamento de vistos em dois países europeus enquanto serviços globais permanecem suspensos

Em um movimento que tem gerado debates, a administração do presidente Donald Trump decidiu retomar o processamento de vistos de imigrante na Hungria e na Polônia enquanto mantém uma pausa nos agendamentos para o restante do mundo. Essa medida, que entrou em vigor na semana passada, reflete uma estratégia mais ampla de restrição à imigração, tanto legal quanto ilegal.

A decisão de priorizar essas duas nações europeias partiu diretamente da Casa Branca embora a razão oficial não tenha sido divulgada. Analistas apontam que essa escolha pode estar ligada aos laços que Trump e seus assessores cultivam com a direita local, especialmente com o ex-primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e o presidente polonês Karol Nawrocki.

Relações políticas e facilitações controversas

Em maio deste ano, foi revelado que o subsecretário de EstadoChristopher Landau orientou a facilitação do visto de um ex-ministro polonês foragido na Hungria. Essa informação, divulgada pela Reuters levantou questões sobre a transparência e os critérios utilizados na concessão de vistos. Quando questionados, tanto o Departamento de Estado quanto a Casa Branca além dos governos da Hungria e da Polônia, optaram por não comentar o assunto.

A medida de priorizar a Hungria e a Polônia ocorre em um contexto de endurecimento das políticas de imigração nos Estados Unidos. Desde o início do segundo mandato de Trump, o governo tem implementado uma série de restrições, incluindo proibições de viagem a dezenas de nações, taxas elevadas para vistos de trabalho e checagens de redes sociais dos solicitantes.

A suspensão global de vistos e a decisão judicial

Em janeiro, o Departamento de Estado tentou suspender o processamento de vistos em 75 países alegando risco de encargo público. Essa medida afetou nações da América Latina como o Brasil além de países dos Bálcãs e do Sul da Ásia. No entanto, em 21 de agosto a juíza distrital Jeannette A. Vargas anulou essa norma, considerando-a inconstitucional.

Em resposta à decisão judicial, o Departamento de Estado ordenou o cancelamento das entrevistas globais e confirmou, em 25 de agosto que o serviço continuará suspenso até que os funcionários concluam um novo treinamento sobre a capacidade financeira dos solicitantes. Essa medida tem gerado críticas e preocupações sobre os impactos na imigração legal para os Estados Unidos.

A priorização da Hungria e da Polônia, enquanto outros países enfrentam suspensões, levanta questões sobre a equidade e a transparência das políticas de imigração dos Estados Unidos. Enquanto a administração Trump justifica suas ações como necessárias para proteger os interesses nacionais, críticos argumentam que essas medidas podem estar mais ligadas a interesses políticos do que a preocupações reais de segurança.

João Pereira
Autor

João Pereira

João Pereira passou dez anos no buy-side em São Paulo cobrindo ações brasileiras e câmbio. Hoje escreve sobre o mercado para o investidor pessoa física.