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17 setembro 2026

Brasil se prepara para El Niño intenso: impactos e medidas de adaptação

O El Niño de 2026 pode ser o mais intenso das últimas décadas, alertam empresas brasileiras. Descubra os riscos e as estratégias para enfrentar o fenômeno.

Brasil se prepara para El Niño intenso: impactos e medidas de adaptação

O Brasil se prepara para enfrentar um dos El Niño mais intensos das últimas décadas, com previsões de impacto significativo na economia e nos ecossistemas. empresas brasileiras estão em alerta máximo, destacando a necessidade urgente de adaptação climática para mitigar os efeitos adversos do fenômeno.

Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) alerta que o país precisa acelerar sua agenda de adaptação. “O El Niño nos mostra que não estamos fazendo as coisas na velocidade necessária”, afirmou Grossi, destacando os riscos de seca prolongada e inflação nos alimentos.

Impactos previstos do El Niño de 2026

O fenômeno climático, que deve atingir seu pico entre outubro e dezembro pode causar secas graves na Amazônia e no Nordeste além de chuvas excessivas no Sul. Segundo o CEBDS, mais de 90% da agricultura brasileira depende do regime de chuvas, tornando a gestão da água um fator crítico.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica uma probabilidade de mais de 90% de que o El Niño seja classificado como “muito forte”, com efeitos que podem persistir até o início de 2027. Historicamente, eventos semelhantes em 1997-1998 e 2015-2016 causaram secas prolongadas redução na geração de energia hidrelétrica e aumento de incêndios.

Medidas de adaptação e preparação

O CEBDS, que representa cerca de um terço do PIB brasileiro está em alerta e propõe medidas urgentes para enfrentar o fenômeno. “Temos políticas de adaptação, mas não temos recursos para implementá-las”, afirmou Grossi, destacando a necessidade de investimentos imediatos.

Entre as estratégias discutidas no Fórum Latino-Americano de Economia Verde (FLEV) realizado em São Paulo no dia 3 de setembro, estão a melhoria na gestão da água e a adoção de tecnologias para reduzir perdas agrícolas. O evento contou com a participação de autoridades, especialistas e representantes do setor empresarial, incluindo o CEBDS.

O Governo brasileiro também está tomando medidas, como a compra de aviões e estoque de comida e a sanção de programas para desenvolver a indústria de fertilizantes. Além disso, a Embrapa lançou 163 ações para o campo, visando minimizar os impactos do El Niño.

Consequências econômicas e sociais

Os impactos do El Niño podem ser profundos, afetando desde a disponibilidade de água até a produtividade agrícola e a geração de energia. O CEBDS alerta para possíveis perdas econômicas significativas além de riscos à estabilidade social devido ao aumento dos preços dos alimentos.

“Nada menos que 90% da nossa agricultura depende do regime de chuvas”, destacou Grossi, enfatizando a necessidade de medidas preventivas para evitar uma crise alimentar. O setor de telecomunicações também está em alerta, com possíveis interrupções nos serviços devido às condições climáticas extremas.

Empresas e governos estão unindo esforços para enfrentar o desafio, mas a urgência da situação exige ações imediatas e coordenadas. O El Niño de 2026 serve como um lembrete da importância da adaptação climática e da necessidade de investimentos contínuos para proteger a economia e a sociedade brasileira.

Rafael Lima
Autor

Rafael Lima

Rafael Lima foi gestor de portfólio em asset manager brasileira e hoje escreve sobre alocação estratégica, rebalanceamento e gestão de risco para pequenos investidores.