Na manhã de domingo (4) às portas das seções eleitorais espalhadas por mais de quatrocentas e noventa e nove mil unidades, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques acompanhou o desenrolar da votação e assegurou que o processo segue dentro dos parâmetros de tranquilidade e transparência esperados. Em coletiva realizada na sede da corte, em Brasília o ministro destacou que, mesmo a três horas do encerramento da votação, não foram identificados indícios de interferência internacional ou de crimes organizados que pudessem comprometer a legitimidade do pleito.
Os órgãos de inteligência e segurança – a Polícia Federal a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Advocacia-Geral da União (AGU) – não apontaram sinais de tentativas externas de manipular o voto. Da mesma forma, o temor gerado pelos deepfakes vídeos falsos produzidos por inteligência artificial, não se materializou em nenhum caso de repercussão significativa. Em síntese, o panorama apresentado pelo TSE indica que a maior parte das seções permanece operando de forma normal, sem necessidade de recorrer a mecanismos manuais de votação.
Desempenho das urnas eletrônicas e grau de substituição
Do total de 499.248 urnas eletrônicas distribuídas em todo o país, apenas 1.121 precisaram ser substituídas até o momento, o que corresponde a 0,2% do parque de equipamentos. Essa taxa reduzida evidencia a robustez do sistema eletrônico brasileiro, desenvolvido ao longo de três décadas e reconhecido internacionalmente por seus mecanismos de segurançaauditabilidade e transparência. O presidente do TSE reforçou que não há registro de votação manual em nenhuma parte do território nacional, reforçando a confiança na tecnologia adotada.
Os principais motivos que levaram à troca de algumas urnas foram falhas pontuais de energia elétrica e questões logísticas, sem que tenham sido observados problemas de natureza tecnológica ou de integridade dos dados. Em Paraná onde fortes chuvas e ventos provocaram quedas de energia em 140 municípios, o impacto foi mais visível, mas não impediu a continuidade do processo. Em outros estados, como Minas GeraisRio Grande do Sul e Sergipe as operações seguiriam sem interrupções relevantes.
Incidentes de segurança e atuação das autoridades
Até as 13h, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) registrou 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns. As autoridades apreenderam R$ 108 mil em dinheiro, quatro armas de fogo e treze veículos vinculados a práticas ilícitas. Quatro indivíduos foram detidos durante a manhã, demonstrando a vigilância constante das forças de segurança no dia da eleição.
Os tipos de infrações mais recorrentes envolveram propaganda irregular e boca de urna condutas que podem influenciar o eleitorado de maneira indevida. A cooperação entre a PF, a Abin e o próprio TSE tem sido essencial para identificar e neutralizar essas ameaças em tempo real, garantindo que o ambiente eleitoral permaneça equilibrado e livre de pressões externas.
Além das ações policiais, todos os mesários receberam instruções específicas para impedir a entrada de dispositivos eletrônicos nas cabines de votação, bem como a utilização de óculos de gravação. Essas medidas preventivas reforçam a política de inviolabilidade das urnas e reduzem a possibilidade de captura de imagens ou gravações que pudessem ser utilizadas para chantagem ou manipulação de informações.
Em síntese, a combinação de um sistema eletrônico confiável a ausência de sinais concretos de interferência externa e a atuação efetiva das forças de segurança aponta para um cenário de eleição relativamente sereno, mesmo diante de condições climáticas adversas em algumas regiões do país.



