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4 outubro 2026

Perfil dos eleitores e passo a passo da urna nas eleições de 2026

Eleitores de todas as idades e regiões se preparam para escolher presidente, senadores e demais cargos; veja o perfil detalhado e o passo a passo da urna.

Perfil dos eleitores e passo a passo da urna nas eleições de 2026

No domingo, 4 de outubro de 2026, o Brasil abrirá as urnas em horário uniforme (08h às 17h, horário de Brasília) para o primeiro turno das eleições presidenciais. Mais de 158 milhões de eleitores – 157,8 milhões no território nacional e 918,9 mil no exterior – estão habilitados a participar, decidindo sobre a presidência, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Perfil detalhado do eleitorado brasileiro

O cadastro eleitoral revela que as mulheres são maioria, representando 52,84 % (83,877 milhões) do total, enquanto os homens somam 47,15 % (74,845 milhões). Entre os eleitores, 23,6 % têm 60 anos ou mais, o que equivale a 37,5 milhões de pessoas. A faixa de 40 a 44 anos concentra o maior número absoluto, com quase 16 milhões de votantes. Jovens de 16 e 17 anos, que ainda não têm voto obrigatório, totalizam 1,6 milhão (1,03 % do eleitorado) e são incentivados a regularizar a situação antes da votação.

Geograficamente, São Paulo lidera com 34,1 milhões de eleitores (21,48 % do total), seguido por Minas Gerais (16,4 milhões) e Rio de Janeiro (12,9 milhões). Esses três estados concentram quase 40 % dos eleitores nacionais. No outro extremo, Roraima tem o menor número, com pouco mais de 400 mil votantes.

O cadastro também registra 1,97 milhão de pessoas com deficiência (1,24 % do total) e 38 mil eleitores que utilizam nome social. A coleta biométrica já abrange 141,3 milhões de cidadãos – quase nove em cada dez – garantindo maior segurança nas mesas eleitorais. Por outro lado, a informação de raça ou cor está ausente em 79,38 % dos registros, dificultando análises precisas sobre a representatividade racial.

Como se realiza a votação: a ordem dos seis cargos

Ao entrar na cabine, o eleitor deve seguir uma sequência fixa de seis escolhas. Primeiro, digita o número de quatro dígitos do deputado federal. Em seguida, registra o candidato ao deputado estadual ou distrital (cinco dígitos). O próximo passo é a primeira vaga para senador onde o número tem três dígitos; a urna solicita um segundo voto para a outra vaga, também de três dígitos. É indispensável que os dois candidatos ao Senado sejam diferentes, pois a repetição anula o segundo voto. Depois, o eleitor seleciona o governador (dois dígitos) e finaliza com o presidente da República (dois dígitos). Cada tela exibe foto, nome, número e partido; a confirmação só ocorre ao pressionar a tecla verde Confirma.

Em caso de segundo turno, agendado para 25 de outubro, a ordem simplifica-se: primeiro o voto para governador (se houver disputa) e, por último, para presidente. Caso apenas um cargo esteja em disputa, o eleitor votará exclusivamente nele. É permitido levar um cola eleitoral impresso com a ordem de votação, mas o uso de celular dentro da cabine é proibido e deve ser deixado na área indicada pelos mesários.

O papel estratégico do Senado e da Câmara

O Senado desponta como esfera de maior relevância nesta eleição, já que seus membros têm a prerrogativa de aprovar indicações presidenciais e julgar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Na Câmara dos Deputados, a expectativa de baixa renovação persiste: 438 dos 513 parlamentares (85,38 %) buscam a reeleição, com projeções de cerca de 70 % de sucesso. A renovação prevista (entre 39 % e 43 %) está abaixo da média histórica de 46 % (1990-2022), o que indica maior continuidade legislativa.

Esses números demonstram a complexidade e a magnitude do pleito de 2026, que combina um eleitorado diversificado, tecnologias avançadas de segurança biométrica e um roteiro de votação rígido, tudo isso sob o clima de corrida apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O acompanhamento em tempo real, com colunas, lives e apurações ao final do dia, garante que o público tenha acesso imediato a cada detalhe desse processo democrático.

Beatriz Santos
Autor

Beatriz Santos

Beatriz Santos cobre há oito anos temas de educação financeira para o investidor brasileiro: do Tesouro Direto a previdência privada.