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17 setembro 2026

Por que administração e economia são as formações mais comuns entre CEOs no Brasil

Conheça os cursos que mais formam os líderes das empresas do Ibovespa e entenda o valor dessas formações no mercado.

Por que administração e economia são as formações mais comuns entre CEOs no Brasil

No universo corporativo brasileiro, a trajetória para o topo das maiores empresas frequentemente passa pelos bancos das faculdades de administração ou economia. Essas formações têm se destacado como as mais comuns entre os CEOs das companhias listadas no Ibovespa, segundo um levantamento recente.

Enquanto a engenharia ainda domina os currículos dos líderes, com 47% dos CEOs tendo essa formação, a administração e a economia juntos representam 38% dos executivos-chefe. Essa realidade reflete uma tendência de valorização da gestão e dos números no mercado de trabalho brasileiro.

Administração e economia: as formações que dominam as salas de aula e as salas de reunião

A popularidade da administração entre os líderes não é uma coincidência. Segundo dados do Censo da Educação Superior 2026, do Inep, a administração é a área com o maior número de matriculados no país, com cerca de 2,4 milhões de estudantes, o que equivale a quase 24% de todo o ensino superior brasileiro. No mesmo ano, 382,1 mil pessoas se formaram em cursos de administração, bacharelado e tecnólogo.

A economia, por sua vez, tem um número menor de formados, mas sua presença entre os CEOs é significativa. Isso ocorre porque a formação em economia oferece habilidades específicas que são altamente valorizadas no mundo corporativo, como a análise de dados e a compreensão de mercados.

A combinação dessas duas áreas explica por que administradores e economistas dividem espaço nos comitês executivos com engenheiros, mesmo estes últimos continuando na dianteira.

O valor de mercado das formações em administração e economia

Os números salariais confirmam a valorização das áreas de administração e economia. De acordo com o CAGED, o salário médio de admissão de um economista contratado em regime CLT ficou em R$ 5.493,44 entre março de 2026 e fevereiro de 2026, com mediana de R$ 4.226,93. Já o administrador teve remuneração média de R$ 5.081,07, com base em mais de 144 mil contratações e desligamentos registrados no mesmo período.

Esses valores de entrada são apenas o início de uma trajetória que, historicamente, converge para posições de liderança à medida que o profissional acumula experiência e investe em educação continuada. Mais de 80% dos CEOs analisados na pesquisa da Falconi seguiram estudando depois da primeira graduação, um fator comum entre os líderes das maiores empresas brasileiras.

A aposta da Saint Paul na formação de futuros líderes

Com mais de duas décadas formando executivos em MBAs e programas de educação executiva, a Saint Paul deu um passo importante em 2026 ao lançar seu bacharelado em Administração. O currículo do curso combina disciplinas clássicas de gestão com economia, estatística e branding, permitindo ao aluno escolher, no último ano, entre as trilhas de finanças ou empreendedorismo.

Para quem ainda está no ensino médio e quer testar a afinidade com a área antes de decidir, a escola oferece a trilha NextGen: Economia & Mercado Financeiro. Esse programa de imersão aborda temas como inflação, juros e emprego, preparando os estudantes para as demandas do mercado.

O mercado continua formando mais engenheiros para o topo das empresas brasileiras, mas o caminho de quem entende de gestão, de números e de pessoas segue firme logo atrás, e cada vez mais perto.

João Pereira
Autor

João Pereira

João Pereira passou dez anos no buy-side em São Paulo cobrindo ações brasileiras e câmbio. Hoje escreve sobre o mercado para o investidor pessoa física.