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17 setembro 2026

Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva investigados por tráfico de influência e lavagem de dinheiro

Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva estão sob investigação por tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Descubra os detalhes das operações suspeitas.

Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva investigados por tráfico de influência e lavagem de dinheiro

A lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva conhecido como Lulinha filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão no centro de investigações que envolvem supostas operações financeiras internacionais. As investigações, que incluem acusações de tráfico de influênciacorrupção e lavagem de dinheiro têm levantado questões sobre possíveis esquemas de enriquecimento ilícito.

As investigações da Polícia Federal revelaram que Roberta Luchsinger teria orientado a abertura de uma empresa no Principado de Liechtenstein um país que já foi considerado um paraíso fiscal na Europa. Apesar de Liechtenstein atualmente aderir a tratados de cooperação internacional, a escolha desse local para a abertura de uma empresa tem levantado suspeitas.

Planos de abertura de conta bancária no exterior

De acordo com as investigações, Roberta Luchsinger teria planos de abrir uma conta bancária fora do Brasil. Mensagens trocadas em 4 de fevereiro de 2026 mostram que ela orientou Gustavo Gaspar também investigado, a abrir uma empresa em Liechtenstein. A escolha do país teria sido influenciada por informações repassadas pelo ex-marido de Roberta, o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz que atualmente reside na Suíça.

Protógenes Queiroz teria afirmado que era impossível ‘prender’ recursos guardados em bancos do principado. Vale ressaltar que Protógenes foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por violar o sigilo funcional das investigações relacionadas à Operação Satiagraha.

Dinheiro em espécie e transações suspeitas

As investigações também revelaram o hábito de Roberta Luchsinger de guardar dinheiro em espécie. Em março de 2026 o motorista particular de Roberta informou que uma mala continha 500 mil em um compartimento e 90 mil em outro, com a moeda não identificada nos registros. Posteriormente, Roberta instruiu o motorista a entregar 193 mil em dinheiro ao empresário Fernando Bittar apontado como suspeito de traficar influência na administração pública.

Em maio de 2026 Roberta pediu ao motorista que fizesse um depósito e indicou uma caixa guardada atrás de uma bolsa de grife no armário. Ali estariam ‘bolinhos’ de dinheiro de 10 mil cada, também sem identificação da moeda nos registros da Polícia Federal.

Reações e defesas

A defesa de Lulinha criticou o que considera como ‘vazamento criminoso’ das investigações, alegando que há um objetivo de influenciar o processo eleitoral utilizando o filho do presidente, sem que haja provas que o incriminem. O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que enquanto isso, Flávio Bolsonaro segue sem explicar a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em área nobre de Brasília além de ser alvo de denúncias por rachadinha e lavagem de dinheiro.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval Roberta Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito. A defesa de Gustavo Gaspar, com quem a lobista trocou algumas das mensagens, disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso aos autos.

As investigações continuam, e novas revelações podem surgir à medida que os autos do inquérito são analisados. O caso envolve figuras públicas e operações financeiras complexas, o que aumenta a complexidade e a importância das investigações em curso.

Rafael Oliveira