O Irã anunciou, nesta segunda-feira, a criação de uma nova zona de restrição no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo e gás. A medida foi tomada em resposta aos recentes ataques dos Estados Unidos a navios iranianos, que elevaram as tensões no Golfo Pérsico.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que qualquer ataque aos ativos iranianos será retaliado. “Ataquem nossos ativos e vocês serão atacados”, disse Qalibaf, destacando que a cadeia de produção de energia na região é “extensa, acessível e exposta”.
Nova zona de restrição no Estreito de Ormuz
No domingo, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, anunciou que o país declarará nos próximos dias uma nova zona de restrição próxima ao Estreito de Ormuz. Essa zona começará na linha do bloqueio naval dos EUA e se estenderá por áreas do Golfo Pérsico.
Rezaei afirmou que qualquer navio que entrar nessa nova zona será incluído em uma lista de sanções iranianas. “Só nos comprometeremos a manter o Estreito de Ormuz aberto quando pararem com a sabotagem, as ameaças e os ataques ao Irã”, disse ele.
Escalada das tensões no Golfo Pérsico
As tensões entre o Irã e os Estados Unidos têm aumentado desde o início da guerra, com ataques mútuos a navios e bases militares. No fim de semana, os EUA atacaram três petroleiros iranianos, enquanto o Irã alegou ter atacado uma embarcação americana não tripulada no Estreito de Ormuz.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, havia alertado que a frota de petroleiros do Irã estava “indefesa”, o que parece ter sido uma provocação para as ameaças de retaliação do Irã.
Impacto nos preços do petróleo
Os ataques recentes e as ameaças de retaliação têm impactado os preços do petróleo, que atingiram os maiores níveis em seis semanas nesta segunda-feira. A moeda iraniana também tem sofrido, ultrapassando 2,2 milhões de riais por dólar.
Qalibaf destacou que as empresas americanas de petróleo e gás na região compartilham da exposição à cadeia de produção de energia, que é “extensa, acessível e exposta”. “Já provamos isso. Perguntem às bases que não são mais viáveis”, afirmou, referindo-se aos ataques iranianos a bases militares dos EUA.



