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1 novembro 2026

Acidente aéreo próximo ao Aeroporto do Vale do Aço deixa três PM mortos

Um avião da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nas proximidades do Aeroporto do Vale do Aço, ceifando a vida de três agentes experientes.

Acidente aéreo próximo ao Aeroporto do Vale do Aço deixa três PM mortos

Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, um pequeno avião bimotor turboélice da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) partiu do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h. Poucos minutos depois, por volta das 17h, a aeronave despencou nas imediações do Aeroporto Regional do Vale do Aço também conhecido como Aeroporto de Ipatinga, no município de Santana do Paraíso.

O acidente e suas circunstâncias

O voo, descrito pelos responsáveis como rechecagem destinava-se a uma avaliação periódica de piloto, prática rotineira da aviação da corporação. A Beech Aircraft modelo bimotor turboélice, encontrava-se com certificado de inspeção válido até outubro de, conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e estava registrado para uso privado, sem autorização para voos comerciais.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave colidiu com a estrutura de um galpão da concessionária Metrô BH e atingiu a rede elétrica do pátio de manutenção próximo ao km 43 da BR-458. Não houve feridos entre os ocupantes da estrutura. As equipes de emergência foram acionadas por volta das 16h20 e duas equipes de bombeiros foram deslocadas ao local, registrando uma densa coluna de fumaça negra.

Perfil das vítimas

Entre os três militares fatais estavam o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre de 49 anos, natural de Belo Horizonte, com mais de 3 mil horas de voo acumuladas e reconhecido como o instrutor mais capacitado da corporação. Silvestre comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e integrava a Polícia Militar há mais de duas décadas, deixando esposa e três filhos.

Também a bordo estavam a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende de 35 anos, a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa do Comave, que acumulava cerca de 300 horas de voo e havia retornado recentemente de licença-maternidade, e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida de 34 anos, natural de Caratinga, responsável tanto por pilotar quanto pela manutenção de aeronaves, com experiência aproximada de 300 horas de voo.

Repercussão e investigação

O coronel Flávio Santiago, porta-voz da PMMG, manifestou profundo pesar e ressaltou a importância da aviação policial no transporte de órgãos para transplantes – mais de 2 mil procedimentos, “boa parte deles na mão do tenente-coronel Silvestre” – além de missões de apoio terrestre em desastres como Brumadinho, Mariana e na pandemia de Covid-19. Ele destacou que a corporação mobilizou uma força-tarefa para amparar os familiares.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi designado para conduzir a apuração técnica das causas do acidente. Os corpos dos três policiais foram encaminhados ao IML de Belo Horizonte. O velório será realizado na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, no bairro Prado, das 11h às 14h, com sepultamento no Cemitério Parque Bosque da Esperança, em Jaqueline, às 16h.

João Pereira
Autor

João Pereira

João Pereira passou dez anos no buy-side em São Paulo cobrindo ações brasileiras e câmbio. Hoje escreve sobre o mercado para o investidor pessoa física.