Na edição mais recente do programa apresentado por Ricardo Noblat, a bancada voltou o holofote para três pautas que dominam a agenda política: o escândalo da chamada mansão Master a retórica em torno dos programas sociais e as discussões sobre o futuro do STF. Em meio à corrida final das eleições, os repórteres do programa reuniram documentos da PF e entrevistas exclusivas para desfazer mitos e expor contradições.
Caso Master: a mansão de R$250 milhões em Joá
Segundo relatório da PF a residência de alto padrão localizada no bairro de Joá, no Rio de Janeiro, tem valor estimado em R$ 250 milhões. O imóvel pertence ao ator Márcio Garcia que teria firmado contrato de locação com o empresário Daniel Vorcaro por R$ 1,5 milhão mensais. O objetivo, segundo investigações, era proporcionar ao ministro Kassio Nunes Marques um Carnaval repleto de regalias, incluindo garrafas de uísque Macallan, chef particular e acesso a camarotes na Sapucaí. O caso, que ganhou o apelido de “Master”, suscitou suspeitas sobre favorecimento e uso indevido de recursos públicos.
Polêmica eleitoral: Bolsa Família, Auxílio Brasil e a fala de Flávio
No âmbito eleitoral, o programa desmontou a declaração do candidato Flávio que qualificou o reajuste do Bolsa Família como “merreca”. A crítica surge após o governo anterior, frequentemente chamado de Governo do pai ter ampliado o Auxílio Brasil em 2022, gerando um rombo nas contas públicas. Ao apontar que o ajuste representa um esforço mínimo, Flávio foi confrontado com dados que mostram a importância do programa para milhões de famílias, bem como a contradição entre a narrativa de austeridade e a realidade fiscal do país.
Discussões sobre o STF e a reação de Lula ao 8 de janeiro
Outra pauta de destaque foi o temor apresentado pelos representantes financeiros da Faria Lima diante da proposta de um senador de indicar até cinco ministros ao STF. A ideia, vista como tentativa de controle institucional, gerou inquietação nos mercados, que temem um desequilíbrio nos freios e contrapesos. Em resposta a Donald Trump que acusou o governo brasileiro de praticar “terrorismo de Estado”, o presidente Lula rebateu que o verdadeiro ato terrorista foi a tentativa de golpe de 8 de janeiro, enfatizando a gravidade da ruptura democrática ocorrida naquele dia.
Assim, a bancada analisou não apenas o suposto abuso de privilégios envolvendo a mansão Master mas também conectou esses fatos a um cenário mais amplo de disputas sobre políticas sociais e a composição do Poder Judiciário. O programa de Noblat permanece como um espaço de investigação que coloca em xeque práticas que, segundo os analistas, podem influenciar o comportamento dos eleitores nas urnas.



